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Como chegar e como é a visita às ruínas de Tiahuanaco, em La Paz

Tiahuanaco, em La Paz, é um sítio arqueológico que não soa tão familiar quanto as ruínas incas, mas capaz de surpreender com a mesma intensidade.

Imagine uma escultura de sete metros de altura e vinte toneladas, cuidadosamente talhada em uma única pedra?

E esses monólitos gigantes não são o único feito da civilização Tiahuanaco que intriga pela destreza com que esses povos pré-colombianos trabalhavam a pedra.

As ruínas de Tiahuanaco (ou Tiwanaku) ficam no povoado de mesmo nome, a 72 quilômetros de La Paz e são uma das atrações mais visitadas perto da cidade mais alta da Bolívia.

Nós preparamos algumas dicas de como visitar – com agências ou por conta própria.

Confira o que você vai ver nesse sítio arqueológico incrível na América do Sul.

Ruinas Tiahuanaco
Tiahuanaco é um dos sítios arqueológicos mais importantes da Bolívia
  1. O que são ruínas Tiahuanaco
  2. Ingressos
  3. Como visitar
  4. O que visitar Tiahuanaco
  5. Onde ficar em La Paz
  6. Dicas
Tiahuanaco La Paz
Observe a precisão da arquitetura. As pedras são montadas e não há nenhum elemento de ligação entre elas.

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Tiahuanaco, La Paz, Bolívia: sobre as ruínas e o sítio arqueológico

As ruínas de Tiahuanaco, ou Tiwanaku, são de uma cidade pré-histórica abandonada. O sítio arqueológico está localizado no altiplano boliviano, perto do Lago Titicaca, a pouco mais de 70km de La Paz. Ele está no vale entre duas montanhas sagradas, Pukara e Chuqi Q’awa.

A mais de 3.800 metros acima do nível do mar encontram-se as ruínas desse gigantesco império, em uma área de 4 quilômetros quadrados.

Lá estão estruturas monumentais e blocos megalíticos com mais de 130 toneladas, que intrigam especialistas no assunto, pois foram movidos antes desta civilização conhecer a roda.

As estruturas que podem ser visitadas pelo público incluem as plataformas em terraços Akapana, Akapana Oeste e Puma Punku, o Kalasasaya, o templo Kantatallita, o Kheri Kala e recintos Putin, o templo semi-subterrâneo, além de cerâmicas decoradas, que estão em um museu anexo.

Apesar de menos conhecido do que Machu Picchu, Tiahuanaco é e um dos maiores sítios arqueológicos da América do Sul, Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 2000.

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Quanto custa o ingresso?

O ingresso do sítio Tiahuanaco, ou Tiwanaku, custa 100 bolivianos (ago/2021) na portaria da atração e dá direito a visitar o sítio arqueológico, o Museu Lítico e o Museu Cerâmico.

Ainda é possível conciliar com o sítio Puma Punku (30 bolivianos), também no povoado de Tiahuanaco.

Se for por conta própria, contratar um guia é opcional, mas altamente recomendado para não perder nenhum detalhe do sítio e conhecer a história diretamente através de quem vive ali.

Eles oferecem o serviço na porta da atração e cobram em torno de 150 bolivianos para grupos de até 5 pessoas.

Como chegar em Tiahuanaco

O sítio arqueológico fica no povoado de mesmo nome, a 72 quilômetros de La Paz. Aproveite e consulte passagens aéreas para a Bolívia nesse link.

O Aeroporto Internacional de El Alto (LPB) fica a cerca de 14 quilômetros do centro de La Paz e tem casas de câmbio, caixas eletrônicos, locadoras de carros, restaurante e freeshop.

Há voos diários para lá de empresas aéreas como Latam, Avianca, Taca e Aerosur, que saem de São Paulo, com conexão em Santiago do Chile, Lima ou Santa Cruz de la Sierra.

Uma vez em La Paz, há algumas formas de chegar nas ruínas de Tiahuanaco:

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1. Com agências de La Paz:

O tour inclui van, guia bilíngue e almoço (ingresso à parte). Sai de La Paz por volta das 8h e retorna no fim da tarde por 200 bolivianos.

É fácil de contratar em uma das diversas agências no entorno da Plaza Mayor de San Francisco, no centro de La Paz.

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2. Por conta própria:

Vá de táxi ou vans circulares até o ponto do cemitério em La Paz, distante 10 minutos do centro.

De lá, as vans para Tiahuanaco saem com um mínimo de 6 pessoas e custam 15 bolivianos cada trecho (30 ida e volta – abri/2020). Nós fomos assim.

É fundamental contratar um guia (em torno de 150 bolivianos por grupo) na porta do sítio arqueológico, para entender a importância e grandiosidade das ruínas.

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3. Tour privado:

O tour privado inclui guia em espanhol ou inglês, van de ida e volta com saída do seu local de hospedagem e opção de incluir ou não almoço e ingresso para a atração.

No GetYourGuide tem a opção completa e opção só com o guia e transporte.

A Civitatis também oferece a excursão para Tiahuanaco, com van, ingressos, almoço opcional e guia em português.

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Ruínas de Tiahuanaco: pontos de interesse

A 3.845 metros acima do nível do mar, essa civilização se estendeu por mais de 5 quilômetros em torno dos diques e canais desse meticuloso império agrícola – estima-se – com mais de 30 mil pessoas.

O que restou deles revela um pouco da história e atrai muitos visitantes.

Akapana

A pirâmide é a maior construção da cultura Tiahuanaco, com sete níveis de terraços e mais de 18 metros de altura.

Pena que suas ruínas são as mais prejudicadas. Não há quase nada para se ver, mas ali foram encontrados ossos – acredita-se – de inimigos mortos em guerras.

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Ruinas Tiahuanaco
Akapana foi a maior construção da civilização Tiahuanaco

Monólitos de Ponce, Fraile e Bennet

São peças únicas, cheias de significados.

Em suas mãos estão o keru, um vaso cerimonial típico de várias culturas andinas.

  • O monólito de Ponce está alinhado com uma das entradas do templo Kalasasaya despertando mais ainda a curiosidade sobre essa escultura gigante.
  • O  monólito de Fraile é o que tem menos adornos e simbologias.
  • E o de Bennet é a maior de todas as esculturas antropomórficas, com mais de sete metros de altura e 20 toneladas. O curioso é que ela ficou exposta em La Paz por anos, sob intempéries do tempo e degradação.

O monólito tem uma simbologia complexa, que a gente só entende nas legendas do museu lítico.

Então, vale visitar ele primeiro. Por exemplo, o keru, os altos e baixos relevos com temáticas agrícola, astronômica e antropomórfica são explicados no museu e estão ligados a rituais religiosos, ciclos de colheitas e hierarquia da civilização.

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Monólito de Ponce
Monólito de Ponce
Monólito de Bennett
Monólito de Bennett. Os nativos chamam o monólito de Pachamama, nome da deusa “mãe-terra”, uma das filhas do deus criador Viracocha, na crença andina.

Kalasasaya

É nesse templo que fica a Porta do Sol, um dos símbolos de Tiahuanaco, intrigante por ser talhado em uma única pedra, por seu alinhamento com o monólito de Ponce, e por estar relacionado a observações e medições astronômicas.

A Porta do Sol foi um complexo calendário astronômico para eles.

Todo dia 21 de junho, no solstício de inverno, um raio de sol passa pela porta e reflete no monólito, indicando o início do calendário tiahuanacota.

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Kalasasaya Tiahuanaco
O ano novo dos Aymara começa no Solstício de Inverno, em torno de 21 de Junho, com celebrações ao novo ano em frente à Porta do Sol. Já a Porta da Lua estaria igualmente associada a cerimônias importantes quando há alinhamentos com a Lua.
Porta do Sol
Porta do Sol vista do lado de fora do templo

Templo semi-subterrâneo

Com 2 metros de profundidade, nos leva a imaginar que tipo de rituais e cerimônias aconteciam ali.

O que mais chama a atenção são as esculturas com cabeças antropomórficas entranhadas em suas paredes, todas diferentes umas das outras.

Segundo o guia local, são 197, mas acho que é difícil precisar esse número, e muitas já foram destruídas.

O mesmo guia mencionou que existem 130 quase intactas.

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Templo semi-subterrâneo
Templo semi-subterrâneo, os totens e o monólito de Ponce ao fundo, na Porta do Sol
Cabeças do Templo semi-subterrâneo
Cabeças do Templo semi-subterrâneo

Museu Lítico e Museu Cerâmico

Ambos ficam em frente à entrada do sítio de Tiahuanaco.

No Museu Lítico estão informações detalhadas dos monólitos, no Museu Cerâmico, peças milenares em cerâmica e bronze usadas na agricultura e no dia a dia, além de vestimentas e armas.

Ainda é possível conciliar a visita com o sítio Puma Punku, a um quilômetro do sítio Tiahuanaco. É menos conhecido, mas igualmente cheio de história. Não visitamos porque o tempo passou rápido demais.

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museus Tiahuanaco
A entrada dos museus fica em frente ao sítio

Onde se hospedar em La Paz

A melhor região para se hospedar é nos arredores da Rua Sagarnaga e da Plaza Mayor, na região histórica, nos bairros Rosario e Belén, onde tem muita oferta de serviços, casas de câmbio, agências, etc. 

Nós ficamos numa rua que corta a Sagarnaga, perto do Mercado das Bruxas.

Confira as ofertas de hospedagem na Booking e reserve com antecedência.

Para entender melhor as regiões, como sair do aeroporto, onde comer e o que fazer na cidade, confira nosso artigo completo com roteiro em La Paz.

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Dicas para quem vai visitar Tiwanaku:

  • Não há banheiro no sítio arqueológico de Tiahuanaco. Os mesmos ficam nos museus, localizados em frente à portaria do sítio arqueológico.
  • restaurantes e lanchonetes na frente do sítio.
  • Há uma pequena feirinha ao lado, com vários artesanatos locais com preço igual ou mais barato em relação a La Paz.
  • Fique conectado na Bolívia com o chip de internet com plano de dados para 140 países e conexão ilimitada com a EasySim4U.
  • Se for por conta própria, pague só a ida para ficar mais livre para decidir seu horário de volta, mas não se esqueça de perguntar quais são os últimos horários.

SERVIÇO

Tiahuanaco/Tiwanaku

Endereço: Avenida Manco Kapac, provincia Ingavi, Tiwanaku, La Paz, Bolívia

E-mail: [email protected]

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+ sobre a Bolívia:

Como é a visita às ruínas de Tiahuanaco, em La Paz – Bolívia

 

Por Camila Coubelle



Vida sem Paredes
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Um blog sobre descobertas e viagens, ou vice-versa. Aqui você encontra muitas dicas, roteiros, guias de destinos incríveis pelo mundo. A gente divide nossas experiências para inspirar as suas.

4 COMENTÁRIOS

  1. Olá, gostaria de saber, quantos dias preciso ficar em Lá paz, com tempo suficiente para visitar o sítio arqueológico de Tiahuanaco e Puma Punco ..

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