Como é a visita às ruínas de Tiahuanaco, em La Paz

Tiahuanaco não soa tão familiar quanto as ruínas incas, mas é capaz de surpreender com a mesma intensidade. Imagine uma escultura de sete metros de altura e vinte toneladas, cuidadosamente talhada em uma única pedra? E esse não é o único feito da civilização Tiahuanaco (ou Tiwanaku) que intriga pela destreza com que esses povos pré-colombianos trabalhavam a pedra.

A 3.845 metros acima do nível do mar, essa civilização se estendeu por mais de 5 quilômetros em torno dos diques e canais desse meticuloso império agrícola – estima-se – com mais de 30 mil pessoas. O que restou deles revela um pouco da história e atrai muitos visitantes.

Confira o que você vai ver nesse sítio arqueológico que é uma das atrações mais visitadas em La Paz, na Bolívia.

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Observe a precisão da arquitetura. As pedras são montadas e não há nenhum elemento de ligação entre elas.

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Ruínas Tiahuanaco

 

As ruínas Tiahuanaco:

 

  1. Akapana

 

A pirâmide é a maior construção da cultura Tiahuanaco, com sete níveis de terraços e mais de 18 metros de altura. Pena que suas ruínas são as mais prejudicadas. Não há quase nada para se ver, mas ali foram encontrados ossos – acredita-se – de inimigos mortos em guerras.

 

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Akapana

 

  1. Monólitos de Ponce, Fraile e Bennet

 

São peças únicas, cheias de significados. Em suas mãos estão o keru, um vaso cerimonial típico de várias culturas andinas. O de Ponce está alinhado com uma das entradas do templo Kalasasaya despertando mais ainda a curiosidade sobre essa escultura gigante. O de Fraile é o que tem menos adornos e simbologias. E o de Bennet é a maior de todas as esculturas antropomórficas, com mais de sete metros de altura e 20 toneladas. O curioso é que ela ficou exposta em La Paz por anos, sob intempéries do tempo e degradação. O monólito tem uma simbologia complexa, que a gente só entende nas legendas do museu lítico. Então, vale visitar ele primeiro. Por exemplo, o keru, os altos e baixos relevos com temáticas agrícola, astronómica e antropomórfica são explicados no museu e estão ligados a rituais religiosos, ciclos de colheitas e hierarquia da civilização.

 

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Monólito de Ponce

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Monólito de Bennett. Os nativos chamam o monólito de Pachamama, nome da deusa “mãe-terra”, uma das filhas do deus criador Viracocha, na crença andina.

 

  1. Kalasasaya

 

É nesse templo que fica a Porta do Sol, um dos símbolos de Tiahuanaco, intrigante por ser talhado em uma única pedra, por seu alinhamento com o monólito de Ponce, e por estar relacionado a observações e medições astronômicas. A Porta do Sol foi um complexo calendário astronômico para eles. Todo dia 21 de junho, no solstício de inverno, um raio de sol passa pela porta e reflete no monólito, indicando o início do calendário tiahuanacota.

 

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O ano novo dos Aymara começa no Solstício de Inverno, em torno de 21 de Junho, com celebrações ao novo ano em frente à Porta do Sol. Já a Porta da Lua estaria igualmente associada a cerimônias importantes quando há alinhamentos com a Lua.

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Porta do Sol vista do lado de fora do templo

 

  1. Templo semi-subterrâneo

 

Com 2 metros de profundidade, nos leva a imaginar que tipo de rituais e cerimônias aconteciam ali. O que mais chama a atenção são as esculturas com cabeças antropomórficas entranhadas em suas paredes, todas diferentes umas das outras. Segundo um guia local, são 197, mas acho que é difícil precisar esse número, e muitas já foram destruídas. O mesmo guia mencionou que existem 130 quase intactas.

 

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Templo semi-subterrâneo, os tótens e o monólito de Ponce ao fundo, na Porta do Sol

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Cabeças do Templo semi-subterrâneo

 

  1. Museu Lítico e Museu Cerâmico

 

Ambos ficam em frente à entrada do sítio de Tiahuanaco. No Lítico estão informações detalhadas dos monólitos, no Cerâmico, peças milenares em cerâmica e bronze usadas na agricultura e no dia a dia, além de vestimentas e armas.

Ainda é possível conciliar a visita com o sítio Puma Punku, a um quilômetro do sítio Tiahuanaco. É menos conhecido, mas igualmente cheio de história. Não visitamos porque o tempo passou rápido demais.





 

Como chegar a Tiahuanaco:

 

O sítio arqueológico fica no povoado de mesmo nome, a 72 quilômetros de La Paz. As duas principais formas de acesso são:

 

  1. Com agências de La Paz:

O tour inclui van, guia bilíngue, ingresso para o sítio e almoço. Sai de La Paz por volta das 8h e retorna no fim da tarde. Consultamos algumas agências lá e o preço era Bs. 190.

  1. Por conta própria:

Vá de táxi ou vans circulares do centro até o ponto do cemitério em La Paz, cerca de 10 minutos. De lá, as vans para Tiahuanaco saem com um mínimo de 6 pessoas e custam Bs. 15 cada viagem (Bs. 30 ida e volta). Nós fomos assim. Nesse caso, dá para comprar o ingresso do sítio na portaria (Bs. 80) e contratar um guia ali também (de Bs. 10 a Bs. 15 por pessoa). O guia é opcional, mas altamente recomendado para não perder nenhum detalhe do sítio e conhecer a história diretamente através de quem vive ali.

  • O ingresso dá direito a visitação aos sítios Tiahuanaco e Puma Punku e aos dois museus: Lítico e Cerâmico.

 

Descubra aqui mais opções de passeio próximas em La Paz: 8 coisas para fazer em La Paz

 

Dicas para quem vai a Tiahuanaco

 

  • Não há banheiro no sítio arqueológico de Tiahuanaco. Os banheiros ficam nos Museus.
  • Há restaurantes e lanchonetes na frente do sítio.
  • Há uma ‘feirinha’ ao lado, com vários artesanatos locais com preço igual ou mais barato em relação a La Paz.
  • A maioria das pessoas faz um bate e volta, mas caso você prefira, vi opções de hospedagem no povoado de Tiahuanaco.
  • Se for por conta própria, pague só a ida para ficar mais livre para decidir seu horário de volta, mas não se esqueça de perguntar quais são os últimos horários.

 

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Tiahuanaco, La Paz – Bolívia

Data da viagem: abril de 2016

 

Por Camila Coubelle

Sobre Vida sem Paredes

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Um Comentário

  1. Oie! Arrasou no post e no blog!
    Obrigada pelas dicas.

    Amanda

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