Potosí: dicas de lugares para visitar

Escolhi Potosí a cidade de maior beleza da Bolívia entre as que visitei durante o nosso mochilão. Não é à toa que a Unesco a declarou Patrimônio Cultural da Humanidade.

Suas ruas estreitas e entrecortadas ainda mantêm os mesmos contornos de quando foram construídas. Por elas, erguem-se casarões antigos, com suas portas esculpidas como verdadeiras obras de arte e escudos. As cores ocres extraídas de Cerro Rico ainda são originais em algumas construções ali. Chama a atenção a grande quantidade de templos religiosos e conventos e alguns desses lugares são perfeitos para conhecer um pouco da história da cidade e de toda a Bolívia.

Vida sem Paredes - Potosí (8)

Centro Histórico

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Igreja de San Lorenzo de Carangas (Catedral Gótica)

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Plaza 10 de Noviembre

La Santa Basílica Catedral de Potosí

 

Dicas de lugares para visitar em Potosí:

Centro Histórico

Palco de duelos entre Vicuñas e Vascongados, entre Realistas e Patriotas, dividida durante o período colonial entre índios e espanhóis, construída por lendas e histórias fantásticas, a linda Potosí tem o maior e mais conservado centro histórico de toda a Bolívia. Sem dúvida, seu passado ainda está estampado em cada esquina, assim como suas tradições que se transmitiram por várias gerações.

La Santa Basílica Catedral de Potosí: Representa a arquitetura latino-americana. Em seu mausoléu interior, repousam personalidades da história da cidade e do país. Em seu mirador, uma vista surpreendente da cidade.

Entrada: 20 bolivianos | 30 minutos

Igreja de San Lorenzo de Carangas: É a primeira igreja de Potosí. Sua imponência e beleza se destacam de longe.

Plaza 10 de Noviembre: linda e cheia de gente, é onde tudo acontece. Em seus arredores estão os restaurantes, hostels, agências, turistas e tudo mais.

Museu Arte Sacro San Martin de Tours: As obras de arte em sua nave decorada com folhas de ouro fazem dele único.

Entrada: 10 bolivianos | 30 minutos

Museu Santa Teresa: Seu acervo conta com diversos objetos e obras que contam a história das Carmelitas Descalças no período colonial.

Entrada: 21 bolivianos | 1 hora

Casa da Moeda: Além da pinacoteca, tem documentos e maquinários da época colonial, quando transformavam a prata em moedas.

Entrada: 40 bolivianos | 2 horas

Museu e Mirador San Francisco: Famoso pelo Cristo de La Veracruz, patrono de Potosí, muitos quadros pelo claustro mais antigo da Bolívia, o cemitério dos franciscanos e o Mirador que está a 4.100 m. de altitude.

Entrada: 15 bolivianos | 1 hora

Museu e Mirador La Merced: Uma construção incrível, um artesanato impressionante.

Entrada: 15 bolivianos | 40 minutos

Museu Universitário Ricardo Bohórquez: Um acervo rico e variado nos campos da Paleontologia, Arqueologia, Mineralogia, Arte Contemporânea, História, Folclore, etc.

Entrada: 5 bolivianos | 1 hora

Mirador PariOrcko: Na montanha na região de ParyOrcko, a 3.800 m. de altitude.

Cerro Rico

Para quem não sabe, Cerro Rico é a mina de prata que levou Potosí a ser a 2ª cidade mais populosa e a mais rica do mundo no século XVII, no apogeu da extração de prata. Toda a sua a glória e toda a desgraça convivem juntas nessa história de mineiros que extraíram mais de 30 mil toneladas de prata ali. A mina está a 4.500 metros de altitude e está em uso há mais de 450 anos. Hoje, a extração é de zinco e estanho. O passeio pode ser fechado com as agências em volta da praça principal, que fornece todo o equipamento de proteção. É o mais procurado da cidade, mas nós não visitamos. Não tivemos vontade de encarar o trabalho duro que já matou tantos mineiros.

Ainda tem a Torre de La Compañía, um dos símbolos da cidade que impressiona com seu arco do triunfo, o Teatro IV Centenário e o Teatro Modesto Omiste, muitos outros Museus, Mirantes, Igrejas e ruas lindas de se ver.

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A foto clássica do centro histórico com Cerro Rico ao fundo

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La Santa Basílica Catedral de Potosí

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Plaza 10 de Noviembre

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Como diz o ditado criado pelo sábio Miguel de Cervantes, ‘Vale um Potosí’ (Vale uma fortuna, por causa de sua riqueza), a cidade realmente ainda tem um imenso valor para quem souber apreciar.

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Igreja de San Lorenzo de Carangas

Outras dicas sobre Potosí:

Lá experimentamos nossa primeira Salteña, o prato típico feito com carne picante e meio doce. Eu adorei! A Nange detestou!

Ficamos no Hostel La Casona, recomendado entre os mochileiros e de fato, muito bom. Parece um castelo enorme, tem calefação e um delicioso café da manhã. Custou 40 bolivianos o quarto feminino com banheiro compartilhado.

Potosí é uma das cidades mais altas do mundo, então, não se esforce muito por suas subidas e vá se adaptando devagar. Dizem que o chá de coca ajuda, fato que eu não posso confirmar, já que não senti um nada, nem em Potosí, nem em outras altitudes mais elevadas = Gratidão!

A temperatura é amena inclusive no verão e mesmo com sol, não dá para dispensar o casaco.

Como em toda a Bolívia, em Potosí os locais também ficam pelas ruas e praças. Quando chegamos lá no início da noite, a cidade estava em festa. Comemoravam o aniversário de um colégio com fanfarra e desfile sob o olhar de muitos potosinos. E a festa continuou até o dia seguinte.

Em algum dos museus de Potosí, um funcionário nos abordou:

 

– Brasileña, sí?

– Sim!

– qué parte?

– Minas Gerais!

– ¡Ah sí! Conozco su historia. Ouro Preto es como nuestra  Potosí. Mientras que los españoles tomaron toda nuestra plata, El português tomó todo su oro. (- Ah, sim! Eu conheço sua história. Ouro Preto é como a nossa Potosí. Enquanto os espanhóis levavam toda a nossa prata, os portugueses levavam todo o seu ouro.)

 

Ah, chegamos em Potosí a partir de Sucre. Confira nos links abaixo os posts das cidades anteriores do nosso mochilão:

O que fazer em Sucre

Dicas para Santa Cruz de La Sierra

 

Potosi – Bolívia: cerca de 195 mil habitantes | cerca de 3.960 m. de altitude | 220V

Quando: Abril de 2016

Por Camila Coubelle

Sobre Vida sem Paredes

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