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TOP 8 dicas para visitar Buenos Aires, Argentina

Provavelmente, nós fomos as turistas brasileiras que mais demoraram para viajar para Buenos Aires, Argentina. Isto porque esse costuma ser o primeiro destino internacional de muitos.

Apesar da demora, podemos dizer que visitamos a cidade com calma, e nosso planejamento foi muito acertado. E por isso queremos compartilhar nossas dicas com você.

Preparamos um guia completíssimo com tudo que você precisa saber para visitar Buenos Aires:

  1. Quando ir
  2. Onde ficar
  3. Passagem Aérea
  4. Como sair do Aeroporto
  5. Roteiros
  6. O que comer (pratos típicos)
  7. Qual dinheiro levar (e onde trocar)
  8. Dicas (planejamento, documentação, etc)
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Casa Rosada é um dos ícones de Buenos Aires

1. Quando ir à Buenos Aires?

Quem quer entender qual a melhor época para visitar Buenos Aires, primeiramente, precisa entender que a Argentina tem estações do ano definidas. Entretanto, as temperaturas são mais frias do que as que estamos acostumados no Brasil, tanto no verão, quanto no inverno.

Com a umidade do ar, a sensação térmica é sempre alta no verão, e as temperaturas parecem ainda mais baixas no inverno.

Decidir qual a melhor época para visitar Buenos Aires, então, vai muito de gosto pessoal, e se você quiser fugir dos dois extremos, planeje sua viagem para o outono ou primavera.

Esta última, tem como vantagem o fato de as árvores ganharem uma tonalidade ainda mais bonita, porém, existe mais chances de chuvas. Se você gosta de programas em lugares fechados, como museus e restaurantes, não terá nenhum problema.

De maio a setembro as chuvas são escassas, mas a temperatura fica baixa. E nos meses de março, abril e outubro, as temperaturas estão mais amenas, com poucas chances de chuva.

Nós visitamos Buenos Aires no finalzinho do inverno, em agosto, e as árvores secas davam um charme especial às ruas, estava tudo realmente lindo, o céu com um azul incrível e sem nuvens, mas as temperaturas estavam bem baixas. Acho que combinou bem com os pratos que provamos, e mais ainda com os vinhos locais.

Vale lembrar que a cidade é muito visitada o ano inteiro, e é melhor reservar hospedagem com antecedência.

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As belas ruas arborizadas de Buenos Aires. Essa é no bairro San Telmo.

2. Onde ficar em Buenos Aires: melhores bairros e hotéis

Os bairros mais procurados para se hospedar em Buenos Aires são a Recoleta, Palermo, San Telmo, Puerto Madero e Centro. Recoleta e Palermo são bairros charmosos, cheios de lojas, bares e restaurantes, com vida noturna legal. Ambos contam com boa localização para visitar as principais atrações de Buenos Aires, e têm boa oferta de hospedagem.

Já na parte do centro moderno, perto do Obelisco, e no Puerto Madero, o quesito localização é ótimo, mas os hotéis são mais luxuosos e caros. San Telmo é o bairro que tem oferta de hospedagem mais em conta, porém, é mais vazio e perigoso a noite.

Nós ficamos na Recoleta e adoramos. Foi fácil se locomover até os outros bairros, e conseguimos visitar muita coisa a pé.

Para entender melhor sobre cada região, confira nosso artigo completo sobre onde se hospedar em Buenos Aires, com um comparativo entre os bairros, os pontos negativos e positivos de cada um, e descubra qual região combina mais com você. Tem dicas de hotéis bem avaliados em cada um dos bairros.

Confira ofertas de hospedagem em Buenos Aires na Booking.com.

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Caminito, no bairro La Boca, é um dos programas imperdíveis na cidade

3. Passagem para Buenos Aires: como chegar barato

O Aeroporto Internacional de Ezeiza Ministro Pistarini (EZE) fica a cerca de 35 quilômetros da região central de Buenos Aires, e recebe mais voos do que o Aeroporto Aeroparque Jorge Newbery (AEP), que fica a 2 quilômetros do centro e é mais voltado para voos internos.

As empresas Gol, Latam e Aerolíneas Argentinas são as que oferecem maior número de voos. Confira preços de voos em oferta no Viajanet ou no Passagens Promo. São sites confiáveis que a gente sempre usa e recomenda.

4. Como sair do aeroporto

As opções para sair do Ezeiza são táxi credenciado, Uber, transfer, e ônibus.

Táxi:

Contrate no balcão no saguão de desembarque e evite os motoristas que abordam pessoalmente. No balcão o preço é fixo, o serviço é confiável e dá para pagar com cartão. Custam 1290 pesos argentinos até o centro (cerca de R$ 92 – jan/2021), mas no site é possível conferir outras tarifas.

Transfer:

Existem serviços compartilhados e privativos, e ambos são confortáveis, com carros novos e espaçosos. Custam em torno de 13 dólares por pessoa de van no GetYourGuide (reserve aqui), mas também há pacotes para diferentes grupos na Civitatis (confira aqui).

Uber:

Vale muito a pena quando se está em grupo. É a opção mais barata. Use o wi-fi gratuito do aeroporto para chamar o motorista, ou viaje com chip internacional da EasySim4u e do Viaje Conectado. Para nós foi ótimo estar com chip porque andamos bastante de Uber e Cabify por lá.

O ponto de embarque é no estacionamento do aeroporto e o motorista mandou mensagem combinando que estaria na fileira B6. A estimativa deu cerca de 700 pesos, mas no final cobrou 900 (cerca de R$ 64 – ago/2019), segundo o motorista, por causa do trânsito. Ainda assim valeu a pena.

Ônibus:

Para quem está só e quer economizar, os ônibus da Tienda León são uma boa opção. Custam 440 pesos (cerca de R$ 31 – ago/2019) até o Terminal Madero. De lá é possível pegar um Uber ou táxi até o destino final. Mas os ônibus vão para outros pontos também e as tarifas podem ser conferidas no link.

Carro alugado

O trânsito em Buenos Aires me pareceu bem tranquilo e quem gosta de alugar carro para circular à vontade vai conseguir se virar bem por lá, principalmente se usar o Google Maps (mesmo off-line) para se locomover.

Nesse caso, eu sugiro esse comparador online que ajuda a encontrar a melhor locadora e os melhores preços.

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Floralis Generica é uma das atrações gratuitas no bairro Recoleta

5. Roteiro

Recomendamos 4 dias completos para visitar as principais atrações em Buenos Aires em uma primeira viagem. Se tiver mais dias disponíveis, o ideal é a aproveitar para conhecer o Delta do Rio Tigre, ou fazer um passeio no Rio da Prata.

Agora, se você tiver só um fim de semana, recomendo o ônibus turístico que visita as principais atrações, ou até mesmo esse City Tour que é bem completo (ambos podem ser parcelados no cartão). Confira a sugestão de roteiro:

O que fazer em Buenos Aires em 4 dias:

Dia 1: Atrações da Recoleta

Dia 2: Atrações do Centro + Puerto Madero

Dia 3: Atrações em Palermo + Tango ou Milonga

Dia 4: Caminito + La Bombonera + Atrações em San Telmo (se necessário, altere a ordem para fazer essas duas atrações em um domingo)

Roteiro de 7 dias:

Dia 5: Rio da Prata e Delta do Rio Tigre

Dia 6: tour Colônia del Sacramento

Dia 7: outro tour ou excursão (confira todas as opções aqui)

Mapa com melhores pontos turísticos:

Veja no mapa de Buenos Aires onde estão as principais atrações, separadas por cores de acordo com o bairro:

Recoleta (azul), Centro (verde), Palermo (vinho), Puerto Madero (roxo), La Boca (laranja, e San Telmo (marrom).


>> IMPERDÍVEL <<

Conheça as 25 melhores atrações no nosso post sobre o que fazer em Buenos Aires


6. O que comer em Buenos Aires: pratos típicos que adoramos

Podemos te adiantar que se come muitíssimo bem em Buenos Aires! Os pratos são bem-servidos, a comida é muito boa, sempre tem couvert com pães ou torradas e molhos deliciosos, que às vezes são pagos, mas com um valor irrisório.

A protagonista é a carne, carro-chefe de muitos restaurantes na cidade, seja de boi, porco, cordeiro ou outras. O bife de chorizo é imperdível. É um corte nobre, do miolo do contrafilé.

Quem gosta de experimentar pratos diferentes, eu sugiro o locro, uma receita típica feita com feijão branco e milho, bacon, linguiças, carnes de boi ou porco, temperos, e, dependendo do cozinheiro, batatas, abóbora ou outros legumes. É um prato com bastante sustância e me lembrou a nossa feijoada.

Ainda na linha “sustância”, gostamos muito do guiso de lentejas, uma sopa de lentilhas feita com pimentões, cenoura, linguiças, bacon e temperos.

Os fãs de sanduíches precisam experimentar o choripan, o nosso “pão com linguiça”, feito com linguiça artesanal, que pode ser de boi, porco, cordeiro ou blend.

As três coisas que você não pode deixar de comer na Argentina são as empanadas, que são um pastelzinho assado delicioso; a media luna, que é tipo um croissant, mas doce, e, muitas vezes, acompanhado de doce de leite; e os churros, que são mara!

Para acompanhar tudo isso, nem preciso dizer que os vinhos locais são incríveis. Os preços por taça ou garrafa não são abusivos nos restaurantes, mas em qualquer mercadinho tem vinhos a partir de 60 pesos (cerca de R$ 4), e vinhos ótimos por 250 pesos (cerca de R$ 18 – jan/2021).

Só preste atenção no horário, pois os mercados não vendem bebidas alcoólicas entre 23 horas e 8 horas do dia seguinte.

7. Qual moeda levar e como trocar dinheiro?

Na nossa viagem para Buenos Aires, nós preferimos fazer um câmbio do que dois. Acho que na América do Sul não compensa trocar real por dólar, para trocar pela moeda local depois. Mas, em algumas épocas, como junho e julho, pode ser vantajoso levar uns dólares para Buenos Aires.

No saguão de desembarque do aeroporto Ezeiza, siga as placas que indicam o Banco de la Nación, para trocar algum dinheiro lá. O funcionamento é 24 horas. Como nós chegamos sábado à noite, trocamos uma parte para usar até segunda, quando iríamos nas casas de câmbio do centro, mas a cotação estava melhor no aeroporto.

Lembrando que a cotação durante a nossa viagem era de 1 BRL = 13,9 ARS. Faça uma estimativa de acordo com a cotação da época da sua viagem (use esse site).

As outras opções são as casas de câmbio no centro histórico ou no shopping Galerías Pacífico, na Rua Florida, ou nas corretoras de câmbio da Rua Sarmiento, também no centro.

A maioria das atrações, hotéis e restaurantes aceita cartões de crédito e débito (em ambos os casos a alíquota do IOF para compras internacionais é de 6,38%), o que achamos mais vantajoso do que pagar as taxas de saque internacional.

8. Dicas:

– Brasileiros não precisam de visto nem passaporte para visitar a Argentina. Basta o RG em bom estado de conservação e com menos de 10 anos de expedição. Se preferir, confira como tirar passaporte.

– A vacina de febre amarela não é obrigatória, mas você pode conferir aqui como tirar seu Certificado Internacional de Vacinação.

– Não é obrigatório fazer um seguro viagem para viajar para a Argentina, mas é aconselhável contratar. Use esse comparador de preços e serviços de diversas seguradoras para encontrar o que mais se encaixa às suas necessidades.

– As tomadas de lá são com 3 pinos chatos, então é preciso levar adaptador.

– É tranquilo se virar com o português mesmo, principalmente nos pontos turísticos. Tente aprender o básico, para demonstrar interesse e educação.

+ dicas da Argentina:

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Agora que você já sabe tudo para planejar sua viagem para Buenos Aires, é hora de colocar a mão na massa, fazer reservas, e até tirar dúvidas com a gente, se precisar! Boa viagem!

por Camila Coubelle e Nange Sá

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