Dicas para a trilha da Pedra do Frade, Serra do Mar (RJ)

Atualizado em

A Pedra do Frade é uma montanha rochosa com cerca de 1.500 metros de altitude, localizada em Angra dos Reis, litoral do Estado do Rio.

A trilha é pesada: são 15 quilômetros só de ida começando na região do Brejal, zona rural de Bananal, cidade do interior de São Paulo perto de Barra Mansa (RJ). Também é possível começar pela Vila do Frade, em Angra dos Reis, mas por questões de segurança, a primeira opção é melhor. O visual no cume compensa, a vista panorâmica é surreal!

Preparamos um guia com dicas e informações sobre a trilha da Pedra do Frade, como chegar, onde dormir na região e tudo que você precisa saber para visitar.

Dicas para a trilha da Pedra do Frade - Angra dos Reis (RJ(
Pedra do Frade vista do mirante antes da base
Dicas para a trilha da Pedra do Frade - Angra dos Reis (RJ(
Cume da Pedra do Frade

Sobre a Pedra do Frade, em Angra dos Reis

O monólito com formato inusitado tem 1.574 metros de altitude e fica no Parque Nacional da Serra da Bocaina, na Serra do Mar, entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Em uma região cercada por Mata Atlântica, seu cume oferece uma visão rara: de um lado a serra, do outro o mar.

A dica é pernoitar no cume para ver um nascer do sol espetacular, mas o espaço, embora protegido, é restrito, para cerca de 6 barracas.

Dicas para a trilha da Pedra do Frade - Angra dos Reis (RJ(
Mar de Angra dos Reis

Como chegar na região do Brejal, zona rural de Bananal

Os aeroportos mais próximos são os do Rio de Janeiro. A capital fica a cerca de 160 quilômetros de Bananal, interior de São Paulo.

Quem vem de carro do Rio de Janeiro tem acesso pela BR-116 (Via Dutra) até Barra Mansa (RJ), e saída 273 para Bananal (SP).

Quem vem de São Paulo pode seguir pela mesma rodovia também até Barra Mansa, pois a estrada é melhor. Ou sair da Dutra na altura para a Rodovia dos Tropeiros, passando por São José do Barreiro, mas a estrada é pior.

Em Bananal, siga por cerca de 28 quilômetros pela SP-247 até o km 33, onde fica a Pousada Brejal. Uma parte é estrada de terra, mas sem chuva, qualquer carro chega facilmente. Há bifurcações, mas as placas auxiliam. É só ficar atento.

Se precisar alugar um carro para visitar a Pedra do Frande, a gente recomenda que você utilize esse buscador que compara preços de diversas locadoras, facilitando a busca pela melhor opção. Ele permite pagamento parcelado e sempre tem promoções.

Quem vem de ônibus do Rio de Janeiro usa a viação Cidade do Aço e quem vem de São Paulo, a viação Pássaro Marron, ambas para Barra Mansa. De lá há alguns horários por dia pela viação Colitur até Bananal, e você terá que pegar um táxi para o Brejal.

Também há a opção de contratar a Kombi do Gordo: (12) 9166-5289 / (12) 9112-2598. Ele leva grupos para trilhas da região e já nos pegou em Barra Mansa uma vez.

Onde dormir na região do Brejal

A Pousada Brejal é um ótimo ponto para pernoitar antes da trilha. Ela oferece quartos coletivos, chuveiro quente, área para camping e estacionamento. Sem falar no café da manhã completo e nas refeições deliciosas. A truta com molho de pinhão imperdível! O Sr. Carlinhos, dono da pousada, conhece a região muito bem e auxilia com informações sobre as condições da trilha.

Pousada Brejal: 24 99993-3999 | Facebook

Rodovia SP-247, Km 33 – Serra da Bocaina – Brejal – Bananal, SP

A opção alternativa é pernoitar em Bananal (confira ofertas de hospedagem aqui), mas ficar na zona rural é muito melhor. O ar puro, o silêncio e o clima da Serra da Bocaina oferecem uma experiência muito melhor. Além disso, perto da pousada há rios para banho, e duas cachoeiras incríveis: cachoeirado Brachuí e cachoeira do Rio Mimoso.

Atenção: melhor época para visitar

De maio a setembro. Não é recomendável subir a Pedra do Frade com tempo ruim e possibilidade de chuvas, pois além de ficar muito escorregadio, há o risco de descarga elétrica.

Trilha da Pedra do Frade

Acordamos na Pousada Brejal para o café marcado para 5h30, aliás, completíssimo. Tenho que mencionar que o pão foi feito lá e o Sr. Carlinhos contou ter acordado às 4h para assar. Partimos às 6h47.

O início é muito tranquilo, ainda na estrada, por cerca de 5 quilômetros de trecho de terra da SP-247. A estrada passa pela Fazenda Seda Moderna e por um uma bifurcação, inclusive, para a Pousada do Rio Mimoso, onde estão as incríveis cachoeiras do Bracuí e do Rio Mimoso. Mas há placas indicando essa pousada, e basta seguir em frente pela direita, ou seja, para a opção oposta.

Depois de uma porteira, a trilha começa de fato, e seguimos por um descampado. Desse ponto já é possível avistar a imponente Pedra do Frade bem longe.

Cruzando o Rio Bonito

Após um riachinho, será preciso tirar as botas para atravessar o Rio Bonito, de águas geladíssimas, na altura do joelho durante a estação mais seca. A trilha recomeça do outro lado da margem, atravessa outro descampado e logo depois entra na mata. Apesar de não ter grandes subidas e descidas, o solo é bem irregular, cheio de pedras e raízes.

Adentrando a mata

A maior parte da trilha da Pedra do Frade é dentro da mata, e a dificuldade está nas várias bifurcações. Muitas árvores caem, escondendo a trilha, o mato cresce, pequenos espaços entre as árvores confundem a direção…

Por outro lado, a vegetação é incrível. Há muitas samambaias, orquídeas, quaresmeiras, bromélias e árvores enormes, de várias espécies.

Na época que fomos, tinha uma árvore enorme, com raiz e tudo, caída recentemente. Nessa parte da trilha não temos visão da pedra e atravessamos alguns pequenos cursos de água.

Em uma das bifurcações, há uma marcação “PF” em um tronco grosso.

Mas fica o aviso: é extremamente difícil se orientar nessa trilha e é necessário a presença de alguém com muita experiência.

Nós usamos tracklogs e o croqui do Augusto de Carvalho, disponível no site dele. Vale a pena ler o relato que ele escreveu sobre essa trilha. O croqui dele foi fundamental para nós!

Dicas para a trilha da Pedra do Frade - Angra dos Reis (RJ(
Raiz de uma enorme árvore caída

A Gruta do Alemão

Não é necessariamente uma gruta e não dá para acampar dentro dela. Mas é um local extremamente importante da trilha, pois é o último ponto de água. Não há água no cume da Pedra do Frade. Então, é necessário levar toda a quantidade necessária para ir e voltar até esse ponto. Como a maior parte dos trilheiros acampa no cume, ainda é preciso levar água para cozinhar e para higiene pessoal.

Após esse ponto, logo vem a base da Pedra do Frade e a subida é bastante íngreme. Começamos a subir mais devagar, passamos pelo Mirante e só tivemos alguns segundos para avistar a Pedra, porque logo uma neblina a cobriu. Mas foi suficiente para reacender a vontade e dar aquele gás final.

A subida final

Chegamos na base e iniciamos a subida. São três trechos mais complicados, e as cordas que estão lá foram úteis, mas usamos nossa corda também. (Atualização: essas cordas fixas que haviam lá queimaram durante um incêndio que houve em 2016).

Não é necessário levar freios ou outros equipamentos de escalada.

Essa última parte é bem íngreme, quase uma escalaminhada por pedras, troncos e raízes, com necessidade do uso de cordas de 30 metros.

No cume da Pedra do Frade

Eu segui após o último trecho de corda, e de repente, vejo uma ponta que parecia o topo. E ainda eram 4 e meia da tarde! Subi correndo, joguei a mochila no chão e fiquei maravilhada com o visual.

Montamos as barracas para aproveitar a luz do dia e fomos para um dos mirantes no cume, para ver o pôr do sol.

A noite estava muito agradável! Não fazia frio e a Kercya forrou uma canga no chão para fazermos o jantar. Ficamos ali conversando, o cansaço chegou e o frio não. Nessas horas, todo chocolate fica muito mais saboroso… a Ana mandou muito bem em levar e dividir com a gente.

Fomos dormir e o frio não chegou mesmo, mas a noite foi ótima e por volta das 5h30 o céu já começou a se colorir daquele laranja intenso que recompensa qualquer subida. Até o Renato, batizado na Pedra do Frade, esqueceu o cansaço.

Nos três mirantes do cume a visão é espetacular. Litoral de Angra dos Reis e as ilhas da baía, parte da Serra da Bocaina, montanhas da região do Cunhambebe, e o incrível contraste entre céu e mar são deslumbrantes do cume da Pedra do Frade.

Dicas para a trilha da Pedra do Frade - Angra dos Reis (RJ(
Acima das nuvens

Dicas para a trilha da Pedra do Frade - Angra dos Reis (RJ(
Visão exclusiva de quem acorda antes das 5h30
 
Dicas para a trilha da Pedra do Frade - Angra dos Reis (RJ(
Nascer do sol perfeito

A descida

Começamos a descer 8h30 e quando chegamos na Gruta do Alemão, eu já estava achando que dali para a pousada era um passo. A verdade é que depois de subir e descer a Pedra do Frade, voltar na trilha parece até fácil. Quando chegamos no rio Bonito, mergulhamos naquela água gelada revigorante. Eu adoro, e o pessoal achou louco eu ficar uns 15 minutos congelando lá dentro. Chegamos na Pousada Brejal às 18h.

Além das memórias, tem umas pérolas que ainda estou rindo ao escrever agora, coisas que só nós, que dividimos essa montanha e esses momentos únicos, vamos entender. Coisas que fazem alguns momentos se tornarem inesquecíveis!

Dicas para a trilha da Pedra do Frade - Angra dos Reis (RJ(
Um registro da galera!

Dicas para a trilha da Pedra do Frade - Angra dos Reis (RJ(
Araucárias do caminho
Confira nosso vídeo da Pedra do Frade:
Dicas para a trilha da Pedra do Frade – Angra dos Reis:
  1. A trilha é pesada e a orientação é difícil. Não é uma trilha para iniciantes e muitos não conseguem chegar.
  2. Leve um reservatório grande de água para abastecer na Gruta do Alemão.
  3. Vale a pena encomendar refeições na Pousada Brejal e deixar o carro guardado lá durante a trilha.
  4. Se tiver chovido, os trechos de descampado ficarão cheios de lama e charco.
  5. Não faça essa trilha na estação de chuvas e adie se houver qualquer possibilidade de chuvas. Para dar certo, os sites de meteorologia devem apontar 0 possibilidades, de preferência, antes, durante e depois dos dois dias necessários para esse trekking.

Leia também:

Serra da Bocaina: guia completo para visitar

Dicas da Trilha do Ouro: de São José do Barreiro a Mambucaba

E aí, curtiu o visual do cume da Pedra do Frade?

por Camila Coubelle

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5 comentários em “Dicas para a trilha da Pedra do Frade, Serra do Mar (RJ)

  • 11 de junho de 2019 em 05:49
    Permalink

    Olá! Gostei muito deste relato, está muito bem descrito, irei fazer essa trilha com mais dois amigos daqui a alguns dias, deu pra ter uma boa ideia do trekking, me deixou mais ansioso! Parabéns!

    Resposta
    • 11 de junho de 2019 em 09:53
      Permalink

      Agradecemos pelo carinho, Walter. Se tiver mais algum dúvida, manda pra gente nas redes sociais. Que tenham uma ótima aventura!

      Resposta
    • 8 de julho de 2019 em 20:41
      Permalink

      Oi,vcs foram? As cordas estão em boas condições? Vamos esse mês

      Resposta
  • 20 de agosto de 2016 em 03:33
    Permalink

    Ótima aventura.. vi esse pico na estrada e desde então desejo subi-lo.
    Vc tem algum grupo ou contato de pessoas q desejam subir de novo??
    Desde já agradeço !!

    Resposta
    • 20 de agosto de 2016 em 16:53
      Permalink

      Oi Rafael! No Facebook tem vários grupos de pessoas que se juntam para ir em um monte de trilhas. Tenta o Trilhas Quase Secretas! Abraços

      Resposta

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