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Por que conhecer o Museu Mangalarga Marchador

 

O Museu Mangalarga Marchador oferece um tour pela história dessa raça que não é conhecida apenas pela marcha imponente, mas também pelas paixões que desperta por onde passa. A origem da raça se deu em Cruzília, no Sul de Minas, que hoje abriga um acervo mais que completo: emocionante.

Cruzília fica no Sul de Minas Gerais, próxima de algumas cidades do Circuito das Águas de Minas, como São Lourenço e Caxambu. Também faz parte do Caminho Velho da Estrada Real.

Vida sem Paredes - Mangalarga Marchador

Mangalarga Marchador – Haras Itaqui – Cruzília/MG – Foto: Rozilaine Mangia

Antes de embarcar nessa história, que tal uma trilha sonora?

 

Cruzília: berço da raça mangalarga marchador

 

Cada cidadezinha desse país tem uma historia diferente pra contar. Cada pedaço de chão traz consigo uma tradição, uma cultura diferente. Na cidade de Cruzília, por exemplo, existe uma tradição ligada aos cavalos Mangalarga Marchador. Foi lá, mais precisamente na fazenda Campo Alegre, que foram feitos os primeiros cruzamentos das éguas Crioulas com os cavalos do Barão de Alfenas, dando início à raça Mangalarga e Mangalarga Marchador, na época do Brasil colonial.

Nós vamos tentar contar o máximo dessa história super legal, mas por mais que a gente se esforce, você sabe que nada se iguala a tirar suas próprias conclusões. Então, fica aqui a inspiração para conhecer de perto o Museu Mangalarga Marchador.

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Interior do Museu Mangalarga Marchador

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Interior do Museu Mangalarga Marchador

 

Curiosidade

A origem do nome Mangalarga tem várias versões. A mais consistente delas está relacionada à fazenda Mangalarga, localizada em Paty de Alferes, no Rio de Janeiro. O nome da fazenda era o mesmo de uma serra que existia na região. Já o nome Marchador foi acrescentado pelo fato de alguns daqueles cavalos terem a função de marchar em vez de trotar.

 

A raça Mangalarga Marchador

 

O Mangalarga Marchador é considerado o mais brasileiro dos equinos. Nos cruzamentos dos animais que deram origem à raça, foram considerados o porte e o andamento, salientando as principais características da marcha, que hoje é subdividida em picada e batida.
Marcha é o passo acelerado. Ele se caracteriza por transportar o cavaleiro de maneira cômoda, não passando para ele os impactos da pisada dos bichos, como os ocorridos nos animais de trote. Durante a Marcha, o Mangalarga Marchador descreve no ar um semicírculo com os membros anteriores e usa as patas de trás como uma alavanca pra ter impulso. Marchando, ele alterna os apoios nos sentidos diagonal e lateral, sempre suavizados por um tempo intermediário – o tríplice apoio – momento em que três membros do Mangalarga Marchador tocam o solo ao mesmo tempo.
O andamento genuíno do animal é acompanhado de outras importantes características, como o temperamento ativo e dócil, a resistência, a inteligência e a rusticidade.
Engana-se quem acredita que a imponência do Mangalarga está apenas na marcha. Algumas características físicas também fazem do eqüino um dos mais bonitos do mundo. Ele é leve, mas não deixa de ser forte e musculoso. O conjunto de frente mostra leveza, com a cabeça triangular e o pescoço piramidal. O tronco é forte, com costelas bem arqueadas. Nos membros, os tendões são vigorosos e bem delineados.

 

Museu Mangalarga Marchador

 

Em 2006, foi criada a Fundação Barão de Alfenas, que, aliada à Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) e o Instituto Flávio Gutierrez, tirou um sonho do papel e começou a criar o Museu Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, com sede em Cruzília. A casa escolhida para receber o museu foi cedida pelos proprietários da fazenda Bela Cruz, um dos pilares da raça.

O museu é interativo e conta a historia do cavalo desde os primeiros cruzamentos. Todo acervo foi doado pelas famílias Junqueira e Meireles, que iniciaram a criação dos cavalos na cidade. O museu encanta os apaixonados pela raça, mas também aqueles que gostam das histórias dos lugares por onde passa, as crianças e, creio eu, quem mais passar por ali.

O que fazer em Cruzília, sul de Minas: Museu Nacional Mangalarga Marchador

Interior do Museu do Cavalo

 

Leia também: Os queijos deliciosos de Cruzília

 

Acervo do Museu Mangalarga Marchador

 

Alguns detalhes preciosos da raça Mangalarga Marchador estão expostos no Museu Nacional, como fotografias, objetos, mobiliários, documentos sobre a raça, faixas, troféus e outros artigos. Os objetos estão divididos em seis setores:
Sala Barão de Alfenas
O espaço conta a história de Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, que iniciou a criação do cavalo Mangalarga Marchador em terras cruzilienses.
Sala Seleção Funcional
A sala narra uma das etapas que contribuíram para o aprimoramento da raça. No século XVIII, os cavaleiros europeus que se instalaram na Comarca do Rio das Mortes tinham o costume de usar os cavalos em caçadas. Durante a temporada, o desempenho dos animais era determinante para a escolha dos cavalos reprodutores.
Sala A Lida
Neste espaço, ficam expostos artigos usados por cavaleiros da época. Chapéus, berrantes, selas e outros instrumentos de trabalho mostram a evolução da raça nas fazendas da cidade. Além disso, a sala ainda abriga um vídeo explicativo sobre o caminhar dos cavalos Mangalarga e Mangalarga Marchador e as principais diferenças entre as subdivisões das raças.
Sala O Cavalo
É nesse ponto que os leigos podem aprender um pouco mais sobre o cavalo Mangalarga. Os vídeos, feitos pelo pesquisador Rodolfo Magalhães, da cidade de Muzambinho (MG), explicam todos os detalhes sobre os animais e todo o temperamento envolvido em sua marcha.
Diversos utensílios de montaria foram obtidos através de doação, como peitorais, ferraduras e freios antigos, cabeçadas, ferros de marcar das propriedades que ajudaram na formação da raça, talas, arreios, além de fotos de família e de cavalos que fizeram história no Marchador.
Sala O Território e Sala ABCCMM
Nesse ponto, o visitante pode conhecer um pouco mais das antigas fazendas de Cruzília. Vídeos mostram o interior das propriedades e contam um pouco dessa história cheia de detalhes, além de conhecer o primeiro livro de registros dos cavalos na cidade. Nessa sala também estão expostos documentos e fotografias dos responsáveis por expandir a raça para outros territórios.

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Objetos e relíquias no Museu Mangalarga Marchador

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Observem a frase.

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Museu Mangalarga Marchador

 

Outras informações sobre o Museu do Cavalo

 

O Museu Mangalarga Marchador ainda possui um espaço de eventos que fica no “porão” do casarão. Ali acontecem encontros, lançamentos de livros e rodas de discussão entre os amantes da raça e convidados.

O Museu ainda se prepara para um grande salto: o Museu Território. Um projeto que visa estender o acervo do Museu às fazendas da região, através de roteiros históricos. A iniciativa, porém, depende da aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além da liberação de uma verba por parte do Ministério da Cultura.

Esse processo deve ser longo, pois também depende da história do Museu, ou seja, do tempo que se mantém aberto e dos trabalhos que são desenvolvidos em prol do município e da história.

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Área Externa

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Acervo

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Palavras do sábio

 

Conhecimento não ocupa espaço! E você, conhece algum acervo imperdível? Então conta pra gente!

 

S E R V I Ç O

Museu Nacional Mangalarga Marchador

  • Casa Bela Cruz, Praça da Matriz, Cruzília
  • (35) 3346-1022 |  museu@abccmm.org.br | site
  • Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 17h | Entrada Gratuita
  • Quem for visitar a cidade fora do horário de expediente, pode agendar a visita.

 

Anote as Dicas:

 

  1. Se quiser levar uma lembrancinha da cidade ou do lugar, saiba que o próprio museu tem uma loja com camisas, bonés e outros artigos da marca.
  2. Outro ponto da cidade onde é possível encontrar artigos do Mangalarga Marchador é na loja KC Esporte Clube, no centro e bem próximo ao museu. Lá o turista vai encontrar camisas, canecas, jaquetas, chapéus e ainda poderá fazer encomendas de artigos personalizados.

 

Conheça outros atrativos da cidade: O que fazer em Cruzília

 

Onde ficar em Cruzília

 

Cruzília tem algumas opções de hospedagens pequenas, no melhor clima de interior. Confira as opções e reserve na Booking.com através desse link. (Ao reservar através de nossos links você ajuda o blog vida sem paredes a continuar compartilhando dicas de viagem sem pagar a mais por isso. Obrigada!)




Como chegar em Cruzília

 

Quem vem de carro de Belo Horizonte, pode pegar a BR-381 sentido São Paulo. Após a entrada de Três Corações, vire à esquerda na BR-267 passando por Campanha, entradas para Cambuquira, Conceição do Rio Verde, Caxambu e Baependi. Vire à esquerda na BR-383, percorrendo 10 km até Cruzília.

Do Rio de Janeiro, o caminho é pela BR-116 sentido São Paulo até Itatiaia. Virar à direita na BR-354 em direção a Itamonte, passando por Santana do Capivari, Pouso Alto e entrada para São Lourenço. Virar à direita até Baependi, à direita na BR-267 e à esquerda na BR-383.

De São Paulo, vá pela BR-381 sentido Belo Horizonte, passando pela entrada de São Gonçalo do Sapucaí. Vire à direita na BR-267, passando por Campanha, Cambuquira e Caxambu, e entre à esquerda na BR-383, percorrendo 10 km até Cruzília.

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De ônibus, quem vem do Rio de Janeiro ou Belo horizonte, deve ir para São Lourenço ou Caxambu. Use a viação Sampaio a partir do Rio de Janeiro, a viação Gardênia a partir de Belo Horizonte. De São Lourenço ou Caxambu, há vários horários por dia até Cruzília pela viação Coutinho (35) 3346-1680.

Quem sai de São Paulo pode ir pela viação Cometa diretamente para Cruzília. A partir de Juiz de Fora, vá pela viação Santa Cruz até Caxambu, ou peça para descer no trevo de Cruzília.

 


 

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Distâncias até Cruzília:
323 km de Belo Horizonte – MG
203 km de Juiz de Fora – MG
294 km do Rio de Janeiro – RJ
329 km de São Paulo – SP

 

Museu Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador

Cruzília – MG: cerca de 18 mil habitantes | 1.010 m de altitude

 

por Nange Sá

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4 Comments

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