Peru: como é a tirolesa de Santa Teresa

 

Eu, particularmente, adoro uma adrenalina, e quando a agência ofereceu uma tirolesa em Santa Teresa, no Peru, povoado base do terceiro acampamento da Trilha Salkantay, meus olhos devem ter brilhado. Mesmo assim, decidimos pensar um pouco a respeito, mas depois do tour no Valle Sagrado, voltamos para a agência com a decisão tomada: se o plano era aproveitar ao máximo a viagem, a gente tinha que experimentar.

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Preparativos

 

A van que nos buscou cedinho contornava devagar as várias curvas a caminho da área de mais ou menos três hectares onde fica a tirolesa. Já ali a gente tinha uma noção da altura do vale e todos os turistas pareciam muito animados. Assim que chegamos, entramos as filas para confirmar o nome e vestir os equipamentos de segurança. Os guias nos ajudam e conferem se está tudo ok. Nesse momento, demos uma pequena enrolada por causa do frio na barriga, mas todo mundo parece estar sentindo o mesmo. Em inglês e em espanhol, eles nos explicam como usar a mão para frear e dão outras orientações gerais.



Uma tirolesa que vale por cinco em Santa Teresa

 

Depois disso, entramos na trilha rápida até o topo onde está a primeira descida e olhando dali, parece que demora muito mais do que a realidade. A Nange foi primeiro. A primeira descida de todo mundo é na posição sentada, mas depois podemos variar. Eu fui logo em seguida, e a cada descida, é preciso andar um trechinho na trilha para chegar até a próxima “largada”. Os guias conferem o equipamento a cada pessoa e é possível descer com um guia se rolar uma insegurança. A segunda linha já é dupla, ou seja, vamos duas pessoas, uma ao lado da outra. Na segunda eu desci de cabeça para baixo. Sensacional!

Ao todo, são quase três quilômetros divididos em cinco linhas de descidas em um vale, com cerca de 500 metros de extensão cada e 150 metros de altura acima do rio Saqsara. Terceira, quarta… o frio na barriga dá lugar a uma percepção melhor da paisagem e a gente sente até uma serenidade tomando conta. Antes da última tem uma ponte de corda, só para nos lembrar da altura. Aí vem a última, o voo do condor: deitada com os braços abertos, como se estivesse mesmo voando, com aquela visão privilegiada das aves. A floresta verde, cânions e falésias lá embaixo, o céu azul em cima. Uma experiência divertida para quem curte um momento radical!

Tudo dura mais ou menos 2 horas, mas a gente não vê passar. Eu ainda estou tentado entender essa lógica do tempo, já que cada descida pareceu tão rápida e as trilhas são de 5 minutos.

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Quanto custa a Tirolesa e como contratar

 

Ao final, devolvemos os equipamentos na sede da empresa, que tem uma pequena venda e banheiros. É possível deixar a mochila guardada lá durante a travessia. Como fizemos a tirolesa a partir de Santa Teresa e durante a Salkantay, nós pagamos direto na agência em que contratamos a trilha, em Cusco. Custou 70 soles por pessoa.

Já estava combinado que eles nos buscariam no local da hospedagem em Santa Teresa e na noite anterior um responsável foi lá após o jantar e marcou um horário conosco. Ele também apresentou um filme sobre a aventura e ofereceu para os outros do nosso grupo. Se alguém decidisse, ainda dava tempo de contratar lá em Santa Teresa mesmo.

No horário marcado no dia seguinte saímos com a van, que leva menos de quinze minutos até o local (distante apenas 2 km dali), enquanto nosso grupo seguiu a pé até a hidrelétrica. Depois da tirolesa, eles levam todos os turistas de van até a hidrelétrica (cerca de 1 hora de viagem), onde reencontramos nosso grupo para almoçar e seguir a trilha até Aguas Calientes.

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Dicas para quem vai descer de tirolesa em Santa Teresa:

 

  • Leve repelente, os mosquitos são devoradores lá.
  • Água e um lanchinho são sempre indispensáveis.
  • Cuidado com óculos, objetos nos bolsos e outros itens que podem cair durante a aventura.
  • Leve um cadeado para trancar a mochila que você vai deixar no guarda-volumes na sede.
  • Preste atenção nas orientações dos guias e respeite as regras.
  • A região é muito quente, não esqueça o protetor solar.

 

Assista ao vídeo:

Existe mais de uma empresa realizando a aventura em Santa Teresa, mas a oferecida pela agência que contratamos a trilha em Cusco foi a Vertikal Zipline e o serviço foi excelente. Os guias eram bilíngues, atenciosos e conferiam muito bem o equipamento de segurança, que conta com baudrier, capacete e luva. Confira as avaliações da empresa no TripAdivisor, o site e a página no Facebook e acredite: essa tirolesa em Santa Teresa vai render deliciosas lembranças do seu mochilão no Peru.

 


 

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Santa Teresa, Cusco, Peru: 1500 m. de altitude

Data da viagem: abril de 2016

Por Camila Coubelle

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2 Comments

  1. Pingback:Trekking na Trilha Salkantay: relato dia a dia | vida sem paredes

  2. Oi, tudo bem? Amei a postagem e achei muito legal o seu blog!
    Muito agradecida pelas dicas.

    Luciane

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