Visconde de Mauá, RJ: o que fazer, onde ficar e como chegar

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A região de Visconde de Mauá, interior do Rio de Janeiro, é formada por diversas vilas cercadas de cachoeiras, poços, trilhas e atividades de ecoturismo. É uma ótima opção de viagem para quem quer curtir um final de semana ou feriado em meio à natureza.

As principais atividades por lá são ligadas ao ecoturismo e turismo de aventura, além da reconhecida gastronomia, que atrai turistas de todo o Brasil para este cantinho escondido por entre as serras.

Conheça as vilas na região de Visconde de Mauá, saiba como chegar, descubra qual delas tem mais a sua cara, veja onde se hospedar e conheça alguns bons restaurantes para aproveitar a ótima gastronomia da Serra da Mantiqueira. Este artigo vai esclarecer tudo para que você planeje sua viagem!

cachoeiras em Visconde de Mauá - Poção da Maromba
Poção da Maromba
Vida sem Paredes - cachoeiras Visconde de Mauá (2)
Cachoeira Toca da Raposa, em Maringá
Montanhas na região de Visconde de Mauá

Entenda a região de Visconde de Mauá

A região está a cerca de 50 quilômetros de Resende, cidade do Sul do Estado do Rio de Janeiro, aos pés da Serra da Mantiqueira. A região Visconde de Mauá é formada por três vilas e diversos vales. São as vilas de Visconde de Mauá, Maringá e Maromba, cercadas pelos Vale da Santa Clara, Vale das Cruzes, Vale do Pavão, Vale da Grama e Vale das Flores.

A vila de Visconde de Mauá é distrito de Resende (fica a 40km de distância) e foi um dos polos da colonização alemã, sendo a porta de entrada para a região que se desenvolveu montanha adentro.

Embora a região seja conhecida como Visconde de Mauá, a vila que leva o mesmo nome não é a melhor opção para se hospedar ou fazer passeios. As melhores atrações e vida noturna, na verdade, estão no entorno das vilas de Maringá e Maromba, a 6 e 12km da primeira vila, respectivamente. A distância entre Maringá e Maromba é de apenas 3km.

Em Maringá estão as melhores ofertas de hospedagens, restaurantes e agências de turismo, além da curiosa ponte que divide a cidade entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. É na vila de Maringá que está a Alameda Gastronômica, uma extensa rua com vários restaurantes, onde os carros-chefes são pratos com truta, fondues e massas.

Maromba, é uma vila mais roots, com presença de mochileiros e grupos mais jovens. A oferta de hospedagem nessa vila é bem mais simples, mas com conforto e receptividade comuns de quem está sempre perto da natureza.

O legal é viajar com tempo para conhecer toda a região. Como as distâncias entre as vilas não são grandes, vale a pena dar um pulinho em cada uma delas para conhecer e aproveitar as várias atrações do entorno.

mapa visconde de maua
Mapa da região de Visconde de Mauá

Como chegar em Visconde de Mauá

Os aeroportos mais próximos de Visconde de Mauá são os do Rio de Janeiro, a cerca de 200 quilômetros. Já São Paulo está a mais ou menos 300 quilômetros das vilas. Uma boa dica é conferir se tem passagem aérea para esse aeroportos em oferta no no ViajaNet ou no Passagens Promo.

A vila de Maringá está a 36km de Penedo, outra cidade de referência na região, e a 65km de Liberdade, uma das cidades de entrada para quem sai do sul de Minas Gerais.

 

De carro, o principal acesso para quem sai de São Paulo ou Rio de Janeiro é pela Via Dutra (BR-116), com entrada na altura do km 311, entre as cidades de Resende (RJ) e Itatiaia (RJ). Saindo da Dutra, vem a RJ-163 (Rodovia Coronel Tramujas Mader) e é só manter na preferencial e seguir as placas da serra para Visconde de Mauá.

Para quem sai de Juiz de Fora, Minas Gerais, há duas opções: pela BR-267 até Liberdade, e a partir daí, seguir em direção a Bocaina de Minas, Santo Antônio, Mirantão, e Visconde de Mauá. O trecho entre Bocaina e Mauá é de estrada de chão com alguns buracos. Ou pela Rodovia do Aço, passando por Três Rios em direção a Volta Redonda, depois seguir pela Dutra (sentido São Paulo), e pegar a saída 311 – Penedo/Visconde de Mauá.

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De ônibus, partindo do Rio de Janeiro, a viação Cidade do Aço (24-3354 2387) vai até Maromba, com ônibus direto nos finais de semana. Em dias de semana, a opção é ir até o Graal de Resende e pegar a linha Maromba da viação Resendense que passa nas três vilas. Confira todos os horários de ônibus a partir de Resende. Para embarcar, vá até a plataforma 26 e desça a escada à esquerda. No meio do pátio há umas tendas brancas e o ônibus para ali.

Não há ônibus direto de São Paulo. A melhor opção para quem sai da capital paulista é fazer a baldeação em Resende.

Onde se hospedar: qual vila escolher?

A rede hoteleira na região de Visconde de Mauá é bastante forte. Há várias ofertas de hotéis, pousadas, hostels e campings dentro das vilas e no entorno. Porém, os melhores lugares para reservar uma hospedagem são em Maringá e Maromba, por estarem mais próximas das principais cachoeiras. Maringá, inclusive, é a vila onde há maior movimentação noturna, com ampla oferta de restaurantes na Alameda Gastronômica.

Pensando nisso, fizemos uma lista de pousadas que vão te ajudar a decidir em qual das vilas ficar: Maringá ou Maromba.

Ponte para Maromba
Vila Maringá | Foto: visconde-de-maua.com

Pousadas em Maringá

Quem busca por uma boa localização em Maringá, pode optar pelas pousadas que ficam na principal avenida da cidade, a Estrada Mauá-Maromba. É o caso da Pousada Sabor da Serra e a Pousada Verde Novo, ambas com quartos com varanda, lareira, frigobar e banheiro privativo.

O Chalé Vale da Mata e a Pousada Chalés Canto do Rio ficam na Alameda Gastronômica, perto de restaurantes e a menos de 10 minutos a pé do centro de Maringá.

Quem prefere um clima mais sofisticado, distante da agitação, mas em contato total com a natureza, vai gostar da Pousada Verde que te quero Ver-te. O espaço conta com banheira de hidromassagem ao ar livre, piscina, e o café da manhã é servido no jardim da propriedade. Os quartos têm lareira, banheira e secador de cabelo. Tudo cercado pela mata nativa da Serra da Mantiqueira.

A Pousada Nascer fica na estrada que leva a Maromba e é uma opção econômica e com acomodações mais simples, mas muito bem avaliada pelos hóspedes pela limpeza e bom atendimento.

Pousadas em Maromba

A Pousada Águas Claras fica na praça principal de Maromba e é uma ótima opção para quem quer ficar perto de tudo. A acomodação tem estacionamento gratuito, quartos para família e aceita pets.

Perto da Cachoeira do Escorrega está a Pousada Brilho da Natureza, com chalés privativos com lareira, TV, frigobar e áreas ao ar livre com churrasqueira.

A Pousada Magia da Montanha tem acomodações aconchegantes e fica na estrada entre Maringá e Maromba. Os chalés possuem banheiras de hidromassagem e varanda com redes e vista para as montanhas.

Na mesma estrada, a Pousada Céu Azul oferece quartos mais simples, mas muito bem avaliados pelos hóspedes, tendo o café da manhã e a limpeza do local como principais atrativos.

Confira todas as ofertas de hospedagem na região de Visconde de Mauá e confira as localizações no mapa.

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>> Se ainda tiver dúvidas, confira o artigo Onde ficar: Maromba ou Maringá? <<


Melhor época

O inverno é mais indicado para quem quer curtir o clima da serra e apreciar a gastronomia da região aliada aos bons vinhos. Mas se a ideia é curtir as cachoeiras, prefira viajar no verão, quando faz muito calor – mas não se engane, as águas continuam geladas e pode chover nos finais de tarde.

Na minha opinião, a melhor época para conciliar o “melhor dos dois mundos” são os meses de primavera e outono, quando dá para curtir as cachoeiras de dia, e aproveitar a noite amena.

Os eventos gastronômicos também agitam Visconde de Mauá. Em maio, acontece o Concurso Gastronômico e a Festa do Pinhão. Já no segundo semestre, a Temporada da Truta e o Bebavinho movimentam os restaurantes.

O que fazer em Visconde de Mauá

Cachoeiras

A região de Visconde de Mauá é riquíssima em biodiversidade e tem cachoeiras superacessíveis – em algumas se chega até caminhando. É o caso da Cachoeira Santa Clara, que tem uma linda queda escorrendo pelas pedras. O complexo, chamado de Vale da Santa Clara, tem também a Cachoeira Toca da Raposa, com uma queda pequena, mas um poço ótimo para nadar.

Em Maromba, as cachoeiras mais visitadas são a Véu da Noiva, praticamente dentro da vila, o Poção da Maromba (ou Poção dos 7 metros), de onde a galera mais corajosa pode saltar de uma pedra de 7 metros de altura no poço fundo e cristalino, e a Cachoeira do escorrega, a 3km da vila, que oferece um tobogã natural para quem gosta de se aventurar.

Há ainda alguns complexos de cachoeiras que ficam um pouco mais afastados, mas oferecem infraestrutura e atrações para passar o dia. O Vale do Alcantilado, fica a 7km de Maringá e tem 9 cachoeiras, trilhas, restaurante e estacionamento. O Parque Ecológico Cachoeiras do Santuário (5km de Maringá) tem 20 quedas, grutas e trilhas em meio à mata nativa. Ambos cobram taxa de visitação.

Vida sem Paredes - cachoeiras Visconde de Mauá (3)
Cachoeira do Escorrega, em Maromba
Vida sem Paredes - cachoeiras Visconde de Mauá (5)
Cachoeira Toca da Raposa, em Maringá
Vida sem Paredes - cachoeiras Visconde de Mauá (4)
Cachoeira Santa Clara em Maringá
Poção da Maromba
Pedra Selada

É o pico mais alto da região de Visconde de Mauá, com 1.755 metros de altitude. A trilha é considerada de nível médio e tem muitas placas indicando o caminho e a quilometragem.

As meninas do blog Mala de Aventuras fizeram a trilha e contaram tudo neste artigo.

Pedra Selada lá fundo, à esquerda
Atividades de ecoturismo

Além das cachoeiras e trilhas, você ainda pode fazer diversas atividades de aventura, como passeio de quadriciclo, rapel, boia cross ou o tour de 4×4 pelas cachoeiras gigantes de Santo Antônio do Rio Grande. Você pode contratar esses passeios em uma das várias agências de turismo espalhadas pelas vilas.

Confira nosso relato sobre a visita à Santo Antônio do Rio Grande e descubra como fazer o passeio.

Jipe tour nas serras
Parque Nacional de Itatiaia

Visconde a Mauá está na divisa com o Parque Nacional de Itatiaia, onde é possível fazer várias trilhas, como o Pico das Agulhas Negras, o 5º ponto mais alto do Brasil, Morro do Couto, 8º mais alto do Brasil, Maciço das Prateleiras e outros.

 Obs.: O Parque Nacional de Itatiaia tem várias entradas, sendo que as principais estão em Itatiaia (RJ), a 44km de Maringá, e Itamonte (MG), a 80km. No entanto, algumas cachoeiras da região estão dentro da área do Parque.

Leia também: Trilhas na parte alta o Parque Nacional de Itatiaia

Pico das Agulhas Negras, no Parque Nacional de Itatiaia
Onde comer

Em Maringá, a Alameda Gastronômica é o destino certo para comer pratos dos mais variados. As opções mais procuradas são massas, fondues e pratos com truta, peixe com oferta abundante em regiões serranas. O ideal é passear sem pressa e escolher o cardápio que mais te agrada.

Para comer carnes, massas e pizzas, recomendamos a Cantina D’Corleone, um casarão antigo bem perto da ponte que divide a Maringá fluminense da Maringá mineira. O Café Maringá Bistrô é uma boa opção para almoço lanche ou jantar. Já o Marioca Bistrô tem decoração requintada, mesas ao ar livre e vista para o rio, com opções de pratos a la carte e rodízio de fondue. Quem gosta de cogumelos ou procura por um cardápio com opções veganas e vegetarianas, vai gostar do Cogumelo Bistrô, que oferece pratos variados e cozinha sofisticada.

Já em Maromba, a indicação é experimentar um dos variados pratos no Restaurante Jeca Tatu, e provar as cachaças, doces e geleias no Emporium Jeca Tatu, ambos na rua principal da vila.

Noite nas vilas de Visconde de Mauá (clique para ver maior)

Outras cidades próximas à região de Visconde de Mauá:

O que fazer em Penedo (RJ)

Conheça Itamonte: cachoeiras e ecoturismo no Sul de Minas

Como chegar na Cachoeira da Fragária, em Itamonte

  

Vale a pena visitar a região de Visconde de Mauá e conhecer as belezas da Serra da Mantiqueira. Se ficou alguma dúvida sobre as cachoeiras ou sobre as vilas de Maringá e Maromba, manda aqui pra gente! Boa viagem!

 

por Nange Sá

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2 comentários em “Visconde de Mauá, RJ: o que fazer, onde ficar e como chegar

  • 2 de novembro de 2016 em 13:20
    Permalink

    […] Saiba mais: 5 cachoeiras em Visconde de Mauá […]

    Resposta
  • 1 de março de 2016 em 10:13
    Permalink

    […] Em Santo Antônio está a nascente do Rio Grande e o famoso vale do Paiol com suas belas cachoeiras e lindas montanhas.  As Cachoeiras do Paiol e do Brumado, em meios às montanhas, ficam uma de frente para a outra, mas estão em propriedades particulares, então, são apenas para apreciação. Mas há outras, inclusive mais próximas do povoado, como as Cachoeiras da Prata e do Rio Grande e as cachoeiras da região de Visconde de Mauá, que é vizinha, a cerca de 24 Km. Confira o post sobre elas aqui. […]

    Resposta

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