Trilha Transcarioca: parte 2

 
Desde que ‘descobrimos’ a Trilha Transcarioca, a gente ganhou motivação para conhecer as trilhas do Rio de Janeiro. Dos 180 quilômetros que ligam o Pão de Açúcar – no Morro da Urca – até a Barra de Guaratiba, percorremos 30 na primeira parte. Agora, mais colegas se juntaram à nós, fazendo dessa segunda parte ainda melhor. E o visual colaborou: praias selvagens, lugares desertos e serras cujo topo revelavam lugares mágicos do Rio.

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Trecho da Transcarioca pelas prias selvagens do Rio: Barra de Guaratiba x Grumari

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Vista de cima da Pedra da Tartaruga

Dentro dos dois carros que seguiam para Barra de Guaratiba, as conversas denunciavam a animação que tomava conta do dia. Trilhas passadas e próximas viagens reinavam até que o clima de interior do nosso destino chamou a atenção. A empolgação só aumentou. Aí o rumo da conversa mudou para a criatividade da marca da Trilha Transcarioca, e assim seguimos escada acima, na entrada da Capela de Nossa Senhora das Dores, até ganhar a trilha bem marcada para a famosa Pedra do Telégrafo. Nesse ponto, a Restinga da Marambaia rouba a cena. Sua beleza, que pode ser avistada até por quem chega de avião no Rio nos faz articular planos para visitar.

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Restinga da Marambaia

A presença de crianças, terceira idade, jovens aparentemente sedentários e outros exemplos esdrúxulos mostram a facilidade que fez da pedra um ponto tão lotado quanto as mais famosas praias do Rio. Nem cogitamos entrar na fila para a foto em perspectiva que faz sucesso nas redes sociais. Nosso destino era além. Um pouco mais para baixo. Seguimos pela trilha que faz baldeação nas praias selvagens, desertas e de mar agitado. Em algum ponto antes da primeira parada, a praia do Inferno, fomos ‘adotados’ por uma adorável cadelinha que passou a ser nossa guia oficial.

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Galera na Pedra do Telégrafo / nossa “Pretinha”

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Praia do Inferno

‘Pretinha’ parecia conhecer bem aqueles caminhos e mereceu uma mordida de cada lanche que fizemos. Fotos em pé, fotos sentados, fotos na pedra, fotos ‘roubadas’ de quando o coleguinha estava deitado de olhos fechados trocando energia com o lugar, selfies, fotos e mais fotos para ter como provar para quem não foi a beleza que testemunhamos na praia de areias brancas.

Seguimos para a praia Funda, passando antes pelos costões de pedra que, se não pela beleza, vencem no momento bobeira extremamente necessário para manter a leveza do dia. As ‘crianças’ se divertiram bastante se enfiando nos buracos na Pedra da Lua.

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Pedra da Lua, entre a Praia do Inferno e a Praia Funda / Foto: Dafne Ismail

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Olha o visual!

A próxima foi a praia do Meio: pequena, mas seus 300 metros de extensão são suficientes para dizer que ela é paradisíaca. A Pretinha seguia na frente, ensinando como subir a encosta sem precisar das cordas.

Seguimos pelas praias do Perigoso e dos Búzios, passando por mirantes e pontos estratégicos para apreciar toda a beleza do trecho. A última atração do dia foi a Pedra da Tartaruga, que dispensa explicações do nome. Mais fotos tendo como pano de fundo a tonalidade azul das praias selvagens. Pretinha saiu à francesa quando retornamos à Barra de Guaratiba. De certo, ela prefere ficar por ali esperando outro grupo para ‘guiar’.

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Atravessando os costões

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Subida da Praia do Meio

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Pedra da Tartaruga – 98 m. de altitude

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Visão do alto da Pedra da Tartaruga

Como na primeira parte da Transcarioca, a noite foi de queijos, vinhos, boa conversa e lembranças do sábado no trecho ente Barra de Guaratiba e Grumari.

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Olha essa mesa! Foto: Dafne Ismail

No domingo, recomeçamos na Praia de Grumari. O trecho de 6,9 km entre Grumari e Grota Funda é completamente diferente dos 9 km do dia anterior. Agora, a Mata Atlântica vai se revelando pouco a pouco nos fundos da praia que une o mar a uma autêntica zona rural em plena metrópole. Às vezes, quase não víamos o céu, tamanha cobertura das árvores.

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Trecho Grumari x Grota Funda

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Galera reunida no trecho Grumari x Grota Funda / Foto: Dafne Ismail

Trechos escorregadios, partes íngremes e teias de aranha davam um clima inóspito que torna difícil acreditar que no fim da trilha, damos de cara com a Av. das Américas. Fora o problema que tivemos no trecho antes da saída para Piabas, o dia foi ótimo. Erramos uma bifurcação, mas percebemos a tempo de voltar e tentar entender o que tinha acontecido. As sinalizações da Trilha Transcarioca estavam apagadas e as placas arrancadas. Alguém tentou sabotar esse trecho da trilha. Ainda bem que os voluntários da sinalização estão sempre dispostos a colaborar nesse trabalho e já foram avisados do vandalismo. Seguimos por entre subidas e descidas, transpondo os 485 metros de altitude do Morro de Santo Antônio da Bica, até avistar os cabos de aço quase na chegada da Grota Funda. Pés no asfalto. Essa é a hora triste da despedida de um fim de semana nos topos do Rio de Janeiro. Hora de voltar para casa e começar a pensar na data da terceira parte da Trilha Transcarioca. Acompanhe aqui no Vida sem Paredes!

Essa foi a 2ª parte. Em breve a gente vai marcar a 3ª e postamos sobre a experiência. Dessa vez o grupo teve a presença especial da minha irmã Pâmela, além do Erick, Luciana Nogueira, Iara, Luciana, Daniel, Jaque, Dafne e Cris. Muito obrigada pela cia pessoal!

Dicas para percorrer a Trilha Transcarioca:

Confira no site o guia completo com informações sobre cada área de preservação, aprenda a interpretar a sinalização e faça o download dos mapas de navegação dos trajetos.

  • A Trilha Transcarioca é gratuita.
  • Alguns trechos exigem preparo físico.
  • Respeite as regras de visitação do lugar.
  • Não jogue lixo no meio ambiente.
  • Leve protetor solar, repelente, água e lanches.
  • É proibido acampar em qualquer trecho da Trilha Transcarioca.
  • Em Barra de Guaratiba existem muitos campings e pousadas perto desse trecho da trilha, consulte na caixa de pesquisa Booking ao lado ou aqui.

A Trilha Transcarioca é inspirada em trilhas internacionais de longo curso e idealizada por Pedro da Cunha e Menezes, em seu livro Transcarioca: todos os passos de um sonho (2000), com objetivo de fortalecer a conservação e recuperação dos corredores verdes unindo as principais áreas de Mata Atlântica da cidade em um maravilhoso atrativo turístico. Conheça mais sobre o mais novo circuito de ecoturismo do Rio de Janeiro nas páginas oficiais: site e Facebook.


Leia também:
Confira o relato anterior, saiba mais sore a trilha aqui no Vida sem Paredes e aproveite a dica de onde se hospedar.

Trilha Transcarioca: parte 1

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Trilha Transcarioca – RJ: Parque Natural Municipal de Grumari

Data da viagem: Junho de 2016
Por Camila Coubelle

Sobre Vida sem Paredes

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2 Comments

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