O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile)

 

Se você é apaixonado por vinhos, com certeza vai querer colocar Santa Cruz no seu roteiro de viagem no Chile. Ela é principal base para visitar com mais calma o Valle de Colchagua, conhecido por produzir muitos dos melhores vinhos do país. Existem passeios bete-e-volta a partir de Santiago, mas para conhecer mais a fundo os rótulos da região e os vinhedos que os produzem, Santa Cruz é a cidade que tem melhor infraestrutura, mesmo não sendo uma das mais conhecidas por nós, brasileiros.

A cerca de 180 quilômetros de Santiago, seu forte é o enoturismo. É nela que está a mais bem organizada Rota do Vinho no Chile. É muito procurada por quem quer um ritmo mais calmo entre as montanhas, tanto que algumas vinícolas têm hotéis exclusivos.

A partir de Santa Cruz é possível contratar tours para as vinícolas, ou visitar tudo por conta própria, usando táxis ou coletivos. Recomendo pelo menos três dias lá para conhecer bastante coisa.

Confira o que fazer em Santa Cruz, onde se hospedar, onde comer, como chegar, como circular e quais viñas visitar.

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile)

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile)

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile)

Viña Montes

 

Vinícolas perto de Santa Cruz – Valle de Colchagua

 

É no Valle de Colchagua que se produz alguns dos vinhos mais aclamados do Chile. São incontáveis vinícolas, desde as gigantes, às bem pequenas. Entre as que são abertas à visitação, encontramos 14 viñas que fazem parte da Rota do Vinho.
A Lapostolle é a que tem a adega mais incrível que vimos no Chile. O vinhedo de lá produz exclusivamente o vinho ícone Clos Apalta e sua adega gravitacional tem 25 metros de profundidade.
A Viña Montes, baseada nos princípios do Feng Shui, é a que tem a incrível sala de barricas cujos vinhos descansam ao som de cantos gregorianos.

A Casa Silva, que fica na cidade vizinha de San Fernando é considerada uma das mais tradicionais do vale. A Viu Manent, que oferece passeios de carruagem e fica na estrada entre San Fernando e Santa Cruz, e a Viña Santa Cruz, conhecida por seu teleférico e seus museus, são outras duas vinícolas muito visitadas.

A Ventisquero é bem conhecida aqui no Brasil e tem um mirante incrível, e a MontGras é onde você pode fabricar seu próprio vinho.

A Rota do Vinho do Valle de Colchagua ainda tem as vinícolas Koyle, Siegel, Neyen, Los Vascos, Luiz Felipe Edwards, Apaltagua e Bisquertt.
Nós ainda visitamos duas viñas menores, a Las Niñas, cujos vinhedos foram plantados por mulheres, e a Laura Hartwig, uma vinícola boutique que dá até para ir a pé de Santa Cruz.
Todas essas vinícolas têm um leque incrível de experiências, com tours guiados pelas parreiras, salas de produção e salas de guarda, terminando com degustação.

Em todas elas também é possível visitar a loja para comprar vinhos a preços melhores.

Se não quiser fazer o tour, a dica é visitar o bar para fazer degustações por garrafas ou taças.

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile): Viña Lapostolle

A incrível adega da Viña Lapostolle

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile): Viña Lapostolle

Provando os vinhos ícones da Lapostolle

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile): Viña Montes

A adega com cantos gregorianos da Viña Montes

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile): Viña Montes

Degustação nos jardins da Viña Montes

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile): Viña MontGras

Degustação ao final do tour na Viña MontGras

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile): Viña MontGras

Fizemos tour, degustação e passeio de bike na Viña Casa Silva

 

Como contratar os tours?

No escritório da Ruta del Vino que fica na Plaza de Armas, ou antecipadamente nos sites de cada vinícola. Se for durante o verão (alta temporada), reserve antes.
Santa Cruz ainda oferece tours para conhecer a produção de azeites, passeios de balão e de helicóptero.

 

Vinícolas com hotéis boutique exclusivos

 

As Viñas Lapostolle e Casa Silva ainda contam com pousadas em meio aos vinhedos, cercadas pelas colinas do vale. Os preços são à altura da experiência – imagino eu – porque a gente não se hospedou nesses lugares. Mas tivemos a oportunidade de conhecer o hotel da Casa Silva e era realmente sensacional.

Ainda tem o Cava Colchagua, em que você pode dormir literalmente dentro de uma barrica gigante de carvalho. Os quartos são feitos para impressionar quem é apaixonado por vinho.

Santa Cruz tem outros hotéis boutique, mas não encontramos hostels e opções mais baratas. Tem algumas opções de Airbnb legais, e essa foi nossa escolha.

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Apesar dos hotéis caros, os preços de alimentação e transporte – e até os preços de tours – são iguais aos das outras cidades que visitamos: Santiago, Pucón, Valparaíso e Viña del Mar.
 

Hospedagem
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Outras atrações em Santa Cruz

 

Museo Colchagua

 

Essa é uma atração alternativa em Santa Cruz, e se você gosta de museus, separe umas 4 horas para a visita. O Museo Colchagua é enorme e tem 21 espaços temáticos, com mais de 10 mil peças que contam 300 milhões de anos de história.
As salas de Paleontologia, Fósseis e Arqueologia são sensacionais. A visita segue uma ordem cronológica que passa pela colonização, pela independência e pelo Chile moderno. A Sala Darwin e a Sala “El Gran Resgate”, sobre o acidente com os mineiros da mina San Jose são imperdíveis. E sua coleção de âmbar é a única da América do Sul.
O museu fica próximo à praça principal de Santa Cruz, dá para ir andando.

  • Av. Errázuriz 315, Santa Cruz, VI Región, Chile
  • Ingressos: 7.000 pesos (cerca de R$35,00 fev/2018) – visitantes de 6 a 18 anos e estudantes com carteirinha pagam 3.000 pesos, e acima de 60 anos, 4.000 pesos
  • Funcionamento: diariamente, das 10 às 19h
O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile): Museu do Colchagua

Sala “El Gran Resgate”

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile): Museu do Colchagua

Peças do Museu do Colchagua (clique para ver maior)

 

Cassino Colchagua

 

O Cassino Colchagua fica ao lado do Museu e tem máquinas caça-níqueis, 16 jogos de mesa, um salão de bingo e dois bares. O lugar funciona até tarde e tem uma grande variedade de drinks.

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile): Cassino Colchagua

 

Plaza de Armas

 

Em volta da praça principal de Santa Cruz estão alguns restaurantes da cidade e o escritório da Rota do Vinho. Tem feirinha de artesanato todos os dias, com uma praça de alimentação com comidas típicas chilena e mapuche. Se estiver na cidade na estação mais quente, aproveite para curtir as “Noites de Verano”, com shows de músicos ou DJs.

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile): Plaza de Armas

Feirinha na Plaza de Armas

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile): Plaza de Armas

As “Noites de Verano” com gastronomia e música na Plaza de Armas

 

Trem Sabores del Valle (Trem do Vinho)

 

Uma das formas mais procuradas para se conhecer o Valle de Colchagua, o passeio de trem parte todos os sábados de Santiago e dura cerca de 9 horas. Tem música ao vivo, degustações e vai até a estação de San Fernando. De lá o visitante segue de ônibus para o Museo Colchagua e uma das vinícolas da região, com parada para almoço. Os preços variam de 69.900 a 79.900 (R$350,00 a R$400,00 fev/2018), dependendo do vagão, e você encontra ingressos aqui.

Quem faz o passeio ainda ganha uma taça, um Mapa e um Guia da Ruta del Vino.

É a alternativa para quem quer conhecer o vale, mas eu recomendo pernoitar em Santa Cruz para conhecer melhor a região.

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile): Rota do Vinho

No loja da Rota do Vinho você pode contratar tours, comprar mapas, souvenires e vinhos

 

Observatório Cerro Chaman

 

Na Vinícola Santa Cruz há um observatório astronómico e planetário com modernos telescópios. Como o lugar não tem luz artificial, a precisão e a nitidez são excelentes. A colina é alcançada via teleférico e o visitante ainda pode conhecer a “Indian Village”. É uma réplica de aldeias das principais culturas indígenas do Chile – mapuche, Rapa Nui e Aymara.

Informações e reservas: turismo@vinasantacruz.cl

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile): Cerro Chaman

Teleférico da Viña Santa Cruz: acesso ao obsrevatório e aldeias

 

Onde comer em Santa Cruz

 

Preciso ressaltar que as vinícolas no entorno de Santa Cruz têm ótimos bares e restaurantes, com chefs renomados e cardápios que variam entre carnes nobres, peixes e frutos do mar.

O destaque é o restaurante do famoso chef argentino Francis Mallmann, Fuegos de Apalta, que fica na Viña Montes e tem uma vista incrível para as parreiras.
Um dos lugares imperdíveis da cidade é o Boulevard, onde estão dois restaurantes que adoramos, o Retinto e o Asturiano. O espaço ainda tem um restaurante peruano, o Casita de Barreales, um food truck e uma loja de artesanato. Todos eles têm mesas ao ar livre e os ambientes são muito agradáveis e claro, têm uma excelente carta de vinhos por taças. O Boulevard fica na rua do terminal rodoviário de Santa Cruz.

Em volta da praça está o 8 Cacho de Cabra e ainda tem o Casa Colchagua, um dos mais conhecidos da cidade. Ainda há várias outras opções menos turísticas, onde se pode provar pratos chilenos e cardápios variados em Santa Cruz.

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile): Fuegos de Apalta

Restaurante Fuegos de Apalta

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile): Fuegos de Apalta

Onde comer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua: Fuegos de Apalta

O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile)

Santa Cruz tem ótimas opções para comer bem

 

Como circular em Santa Cruz

 

Perto do Terminal de Santa Cruz há um supermercado Líder, de onde saem os táxis coletivos para vários lugares na região.

Os preços variam entre 400 e 800 pesos (R$2 e R$4) dependendo do lugar. No caso das vinícolas com sedes distantes da portaria, você pode combinar com o motorista o trecho extra por mais um pouquinho. Nesse caso, vale combinar um horário para ele buscar na volta. Ou você terá que caminhar até a entrada para esperar o coletivo.
No ponto dos táxis coletivos as pessoas formam filas e os motoristas informam qual deles você precisa pegar para a vinícola que deseja visitar.

A espera na fila do coletivo não é demorada, mas se estiver com horário marcado para algum tour vá com antecedência ou prefira um táxi particular.

Anote o telefone do Táxi do Sr. Luiz, um taxista beeeem mais barato que foi indicado pela nossa anfitriã do Airbnb +56 9 8516 3512. Os preços dele eram entre 5.000 e 7.000 pesos (R$25 e R$35).

 




 

Como chegar em Santa Cruz, Chile

 

De ônibus a partir de Santiago: são vários horários por dia do Terminal Sur pelas empresas Jet Sur, TurBus e outras. Dá para comprar a passagem no mesmo dia e a viagem dura cerca de 3 horas e meia. Os preços variam entre 4.000 e 6.000 (R$20,00 e R$30,00 fev/2018).

Outra opção é ir para San Fernando, vizinha de Santa Cruz, que também está no Valle de Colchagua. Os ônibus saem do mesmo lugar e custam entre 3.000 e 4.00 pesos. São 2 horas e meia de viagem, e de lá para o destino final, mais 50 minutos, por 1.000 pesos (R$5,00 fev/ 2018).

De carro: pela Ruta 5, que é muito boa, uma reta só, rs. Depois de San Fernando, pegue a saída para Santa Cruz e siga pela Ruta 90. As estradas têm pedágios e sinalização.

 

Dicas:
Leve pesos ou dólares, pois é difícil encontrar casas de câmbio na cidade. A maioria dos lugares aceita cartões.

A melhor época para visitar as vinícolas no Chile é durante o verão, que é pouco antes da colheita, então os vinhedos estão verdinhos e com cachos de uvas. Por isso, é alta temporada para quem vai visitar essas atrações. Na primeira semana de março acontece a Festa da Vendimia no Valle de Colchagua.

 

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O que fazer em Santa Cruz, no Valle de Colchagua (Chile)
Data da viagem: fevereiro de 2018

por Camila Coubelle

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