Dicas infalíveis para o passeio em Machu Picchu

 

Sempre fui apaixonada por Machu Picchu. Desde pequena me imaginava percorrendo as ruínas seculares dessa cidade que é símbolo do império Inca no Peru. E quando esse sonho ficou próximo de virar realidade, bateu aquela dúvida: o que será que eu levo na mochila? Que roupa usar? Lá faz frio ou calor? Chove, não chove?…

Bem, antes de qualquer coisa é bom lembrar que Machu Picchu fica a cerca de 2400 metros acima do nível do mar, em uma região montanhosa, guardada por nevados como o Salkantay e Veronica. Isso quer dizer que, de maneira geral, a região da cidade perdida é fria, por isso é sempre bom se preparar.

Ah, lembre-se que para entrar em Machu Picchu você precisa estar com o ingresso – comprado com antecedência pela internet ou nas agências de viagem – e com o passaporte em mãos. No fim desse post indicamos como fazer isso. Você pode, inclusive, solicitar um carimbo comemorativo exclusivo para os eu passaporte na portaria do sítio arqueológico. Mas também é possível adquirir o ingresso e entrar apenas com o RG.

Vida sem Paredes - dicas para Machu Picchu (1)

Descobrindo cada cantinho

Vida sem Paredes - dicas para Machu Picchu (2)

A foto clássica da cidade perdida dos incas

 

Formas de chegar em Machu Picchu

Existem várias maneiras de se chegar a Machu Picchu. As mais famosas são pelas trilhas Inca ou Salkantay, e a mais recente Jungle Trail, que saem de Cusco, de trem ou a pé por conta própria a partir da hidrelétrica. É possível contratar através de agências de turismo, inclusive direto do Brasil.

A Trilha Inca é um dos trekkings mais famosos da América do Sul. Tem cerca de 45 quilômetros de extensão, tem um limite de visitantes e só pode ser fechada através de agências (não pode ser feita por conta própria). As reservas precisam ser feitas com meses de antecedência e quando pesquisamos, a opção mais barata pela internet custava em torno de U$ 435. É uma trilha mais voltada para os  sítios arqueológicos.

Já a trilha Salkantay é uma alternativa (muito boa, inclusive) sem limite de visitantes e mais radical, com 74 quilômetros em elevadas altitudes. Essa foi a nossa escolha: fomos em abril de 2016 e pagamos 575 soles (sem o ingresso de Machu Picchu, que compramos antes pelo site). Essa é mais voltada para belezas naturais.

 

[ DICA ]

Ah, uma boa dica é deixar para fechar essa trilha em Cusco, já que ela não é tão concorrida e pode ser fechada até de véspera. Os preços em Cusco são bem mais baratos dos que os fechados ainda no Brasil. Confira aqui como contratar.

 

Para aqueles que querem comodidade, existe a opção de ir de trem. Esse tour pode ser feito tanto através de agência, quanto por conta própria. Quem prefere viajar de maneira independente pode pegar um ônibus até Ollantaytambro (ou terminar lá o tour no Valle Sagrado) e, de lá, partir de trem até Aguas Calientes. Quem quer ir da forma mais barata possível, conjugando ônibus + caminhada, a dica é conferir esse post do blog Um lugar para Viajar.

É bom lembrar que todas essas opções levam a Aguas Calientes, um povoado aos pés da cidade inca. A partir dali, existem duas maneiras de se chegar a Machu Picchu: a pé, subindo as escadarias até o topo da montanha; ou nos ônibus que saem a todo o momento do povoado. Esses coletivos custavam U$ 12 (abril de 2016).
 

A visita

Optamos por subir a pé. Para isso, levantamos de madrugada e saímos do hostel por volta das 4h30 da manhã, já que os portões para iniciar a subida abrem às 5h. Do centro de Aguas Calientes até o portão são 30 minutos de caminhada. Depois do check-in, gastamos cerca de 45 minutos para chegar até outro portão de controle na “porta” de Machu Picchu, mas algumas pessoas gastam até 1h30, portanto não se cobre tanto. Para os menos preparados fisicamente, o trajeto pode ser desgastante. Contratando o passeio em uma agência, a visita será como a nossa: de 6h às 8h, um tour guiado (em inglês e espanhol) com explicações das construções, da história e de alguns detalhes incríveis da cidade perdida dos incas. Depois disso, você está livre para subir as montanhas e circular livremente.

 

Montanhas Machu Picchu e Wayna Picchu

Além da cidade de Machu Picchu em si, você também pode contratar a subida em uma das montanhas dentro da cidade: Machu Picchu ou Wayna Picchu. O ingresso para ambas precisa ser comprado à parte com antecedência, pois existe um limite máximo de 400 visitantes por dia em cada.

A montanha Machu Picchu fica no mesmo sentido da entrada do parque. A subida até lá é intensa e pode levar até 1h30. Lá de cima é possível ter uma visão frontal das ruínas e da montanha Wayna Picchu, que fica ao fundo. Um belo cartão-postal.

Como disse no parágrafo anterior, do lado oposto está a montanha Wayna Picchu, que pode ser acessada em apenas dois momentos durante o dia: entre 7h e 8h e entre 10h e 11h. No restante do tempo os portões ficam fechados e ninguém mais pode entrar, mesmo que tenha comprado ingresso. Fique de olho no relógio, hein! Entramos às 7h58 e logo em seguida, fecharam o portão. De Machu Picchu até lá são mais 45 minutos de subida, mais ou menos. Os ingressos para as montanhas custam 22 soles e podem ser comprados juntos pelo site oficial.

 

[ DICA ]

Nossa ida a Machu Picchu estava atrelada a Trilha Salkantay. No post que fizemos sobre como contratar o trekking a gente explica  sobre a escolha da agência. Independente se você quer fazer apenas o passeio para Machu Picchu, confira aqui.

Vida sem Paredes - dicas para Machu Picchu (5)

Terraços e mais terraços

Itens indispensáveis para a visita a Machu Picchu

Se você pretende passar o dia em Machu Picchu, prepare sua mochila com bastante cuidado. Isso porque a caminhada é intensa e o passeio longo e você vai precisar de alguns suprimentos.

Antes de iniciar nossa jornada tomamos um café reforçado. Como a subida é íngreme, um dos principais itens que “recheou” nossa mochila foi a garrafa de água. Leve pelo menos dois litros. Com certeza você vai precisar. Ainda mais se for engatar a subida em alguma das montanhas que circundam a cidade sagrada.

Além disso, você também deve considerar o fato de não ter muitas opções para comer ao redor de Machu Picchu. Na verdade, lá no alto só existe um restaurante, que fica em frente à portaria. Se a ideia é economizar uma graninha, você pode comprar comida nos mercados de Aguas Calientes e levar na mochila mesmo.

É proibido comer dentro de Machu Picchu. Para fazer isso você deve sair do parque (é permitido sair até três vezes). Assim, rola dar um pulinho do lado de fora para lanchar e recarregar as energias.

[ DICA]

Não leve seu lanche em sacolas plásticas. Como não é permitido entrar com comida, se você usar essas sacolinhas de mercado para guardar os alimentos, os guardas podem barrar sua entrada. Por isso, guarde-os na mochila e só tire quando for realmente comer, de preferência, do lado de fora do sítio.

 

Leve protetor solar e capa de chuva, já que a possibilidade de chuva é alta. Fomos na época sem chuvas, mas mesmo assim o céu insistiu em desabar durante toda a manhã.

 

O que usar em Machu Picchu?

A região onde Machu Picchu está localizada é cercada por montanhas nevadas e o sítio arqueológico tende a ter um clima mais gelado. Mesmo depois de subir incontáveis degraus, na parte da manhã o vento estava forte e sentimos frio. Estávamos bem agasalhadas, com cachecol e toucas de lã. Como viemos pela trilha Salkantay, usamos botas de trekking, mas você pode optar por usar tênis confortáveis. Apenas evite ir de sandálias e nunca vá de salto alto. A caminhada pela cidade sagrada dos incas é intensa. Vá preparado!

Como prezamos pelo conforto na hora do passeio, usamos calças do tipo legging. Calças de malha, moleton ou de tactel também podem ser boas soluções pra quem busca comodidade. Calças jeans ou bermudas também são bem-vindas, mas é preciso analisar mais a fundo as previsões climáticas para se aventurar nesse modelito.

Nessa região os casacos são sempre uma boa escolha. Se possível, impermeáveis. Leve também bonés ou chapéus, para o caso de o sol ficar muito forte no meio da tarde. Óculos escuros e protetor labial também são bem-vindos.

Vida sem Paredes - dicas para Machu Picchu (4)

Olha esse vale!

Vida sem Paredes - dicas para Machu Picchu (7)

Machu Picchu pequenininha lá em baixo vista do caminho para a Porta do Sol (Intipunku)

Para não perder nenhum click!

O ponto alto da vista a Machu Picchu é se esbaldar nas fotos, não é mesmo? Quem não quer fazer aquela pose de cartão postal ou mesmo tentar umas gracinhas com as lhamas que vão e vem pelas escadarias? Pois é, mas se a ideia é ficar o dia todo perambulando pelo parque, leve o celular ou a câmera bem carregados e se possível, até com uma bateria extra. Machu Picchu é incrível demais para deixar de registrar qualquer cantinho que seja.

A partir das 7h da manhã a cidade começa a ficar cheia com os turistas que chegam de ônibus e aqueles pontos considerados clássicos ficam bem disputados. Se você quiser tirar uma foto sem muita gente por perto, uma boa dica é esperar para clicar mais para o fim da tarde, por volta das 16h. Nesse momento muita gente já foi embora ea cidade começa a ficar vazia.

 

[ curiosidade ]

O tour por Machu Picchu é feito em sentido horário, então, se você não aproveitar os espaços, terá de dar a volta por todo o parque para chegar ali novamente. Planeje seu trajeto. Se você tentar voltar no contra fluxo, corre o risco de ser advertido por um dos guardas.

 

Atraindo lhamas

Os animais que percorrem os vales da região dos Andes são mesmo umas fofuras. Lhamas, alpacas, vicuñas… um bichinho mais intrigante que o outro. E é claro que ao passar por essas belezuras, todo mundo vai querer um pouquinho de atenção.

Sabia que existe uma estratégia para atrair os animaizinhos na sua direção? Quem nos deu essa e outras dicas foi a Angela, do blog Apure Guria. Nós testamos e funcionou. Confere lá! Valeu Angie!

Vida sem Paredes - dicas para Machu Picchu (3)

Lhamitas! <3

 

Pratique o bom senso

Machu Picchu é patrimônio mundial da UNESCO e uma das sete maravilhas do mundo moderno. Não só por isso, mas pela importância do sítio para os peruanos e pelo nível de preservação em que a cidade se encontra, nunca é demais pedir para que os visitantes cuidem do lugar, não jogando lixo no chão e apreciando as construções com cuidado. Machu Picchu recebe turistas de todo o mundo e mesmo assim mantém um alto nível de conservação. Bora fazer a nossa parte, não é mesmo?!


>> Confira Como comprar o ingresso de Machu Picchu pela internet. É uma boa dica para garantir a visita na data desejada caso você não tenha flexibilidade na viagem.

>> Onde se hospedar em Cusco

>> Não é obrigatória contratar um seguro viagem para viajar para o Peru, mas é recomendado. Faça uma cotação através desse link, use nosso CUPOM DE DESCONTO EXCLUSIVO e ganhe 5% de desconto no seu seguro viagem.

Cupom: VIDASEMPAREDES5

>>  Você ganhou R$85 em créditos de viagem para usar no Airbnb. Resgate aqui.


Machu Picchu, Cusco – Peru: cerca de 2400 metros de altitude

Data da viagem: abril de 2016

 

Por Nange sá

Sobre Vida sem Paredes

Um blog sobre descobertas e viagens, ou vice-versa.
Adicionar a favoritos link permanente.

4 Comments

  1. Pingback:O que senti ao conhecer Machu Picchu | vida sem paredes

  2. Pingback:Por Aí na Web: 22/09/2016 | All Planet Diaries

  3. Pingback:Trekking na Trilha Salkantay: relato dia a dia | vida sem paredes

  4. Pingback:11 dicas de viagens inspiradoras para os feriados de 2017

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *