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6 experiências para viver no Vale do Matutu

 

A frase em uma das placas no Vale do Matutu já convida a um momento de reflexão. “Existem locais no planeta que merecem ser reverenciados por sua beleza, quietude e acolhimento natural.” Um lugar para comungar com a Natureza. Para admirar suas cores, ouvir seus sons, sentir seus cheiros, receber sua energia, que emana em abundância de cada centímetro.

Confira como chegar, onde ficar e dicas do que fazer no Vale do Matutu para vivenciar experiências únicas por lá.

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Estrada para o Vale do Matutu – basta seguir as placas

 

O Vale do Matutu

 

O lugar inspira uma paz que pode ser sentida desde os primeiros momentos que se pisa naquele chão. Os moradores com quem conversei, tão simpáticos, foram educados e acolhedores, e pude sentir em suas vozes que ali a vida é diferente. É como se a gente passasse por um portal ao adentrar no Vale do Matutu.

Matutu, na língua indígena dos antigos habitantes de lá, significa Cabeceira Sagrada, e é bem lá no fundo do vale que se localiza sua principal cabeceira. Percorrer seus caminhos é reviver trilhas ancestrais de peregrinação indígena. A exemplo deles, que viviam em total comunhão com o meio ambiente, a inspiração do Vale do Matutu é esquecer um pouco a vida corrida e voltar-se para a quietude que oferece repouso, paz interior, tranquilidade, respostas… É para quem busca isso, para quem deseja entrar em sintonia com o que lugar tem a oferecer.

A 1.300 metros de altitude, o Vale do Matutu fica em Aiuruoca, sul de Minas Gerais, e é uma APA (Área de Proteção Ambiental), cujos moradores vivem em uma sintonia perfeita com o cuidado e respeito pela preservação da natureza. Se você quer vivenciar um pouco disso e se inspirar em suas filosofias, confira as dicas de algumas experiências maravilhosas para apreciar no Vale do Matutu.

 

6 experiências para viver no Vale do Matutu:

 

#1 Visitar o Casarão

 

O Casarão, construído em 1904, é Patrimônio Histórico de Aiuruoca. É a sede da associação dos moradores e amigos do Matutu, a AMA Matutu, onde a gente descobre um pouco da sua história, das atrações naturais do vale, e recebe informações sobre as regras do lugar.

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Casarão do Matutu

 

#2 Provar o café da manhã

 

No Casarão é servido um delicioso café da manhã caseiro. Eu cheguei cedinho e vi os últimos bolos chegando. São feitos pelos moradores do vale, cada um de um sabor. Tinha laranja, maçã com canela, cenoura…. cheirosos e macios que se você abusar, nem precisa se preocupar. Depois, é só queimar as calorias caminhando pelo vale!

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#3 Subir o Pico do Papagaio

 

Com 2.105 metros de altitude, a formação rochosa em forma de corcovas fica no Parque Estadual da Serra do Papagaio e é o principal atrativo de Aiuruoca. Pudera! A visão do mar de morros é de tirar o fôlego. Mas a subida também é! A caminhada é longa e íngreme, mas o visual compensa. Existem várias trilhas de acesso, mas dali do Vale do Matutu, o auxílio dos guias garante que a experiência seja inesquecível e segura.

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#4 Fazer hidromassagem natural

 

Você conhece essa sensação? A água gelada bate nas suas costas mas quando você sai de baixo da queda a impressão é que um leve calor está te massageando. Enfim, é difícil explicar, tem que experimentar. E na Cachoeira do Meio, a cerca de 3 Km do Casarão, as águas são perfeitas para isso. A cascata é bonita por si só e a prainha é convidativa para passar um bom tempo.

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#5 Se impressionar com obras-primas naturais

 

A Cachoeira dos Fundo é de fazer piscar várias vezes para acreditar na perfeição da natureza em derramar a abundância de águas por seus 120 metros de queda que já impressionam longe, ainda a caminho da cachoeira. A 4 Km do Casarão, o lugar parece um elo perdido. Olha que eu conheço muitas cachoeiras, mas essa realmente me impressionou. Eu não queria mais ir embora!

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Em certo ponto da trilha, a cachoeira aparece na nossa frente e vai se aproximando cada vez mais

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Repare na queda superior da Cachoeira do Fundo: só há poço para banho na queda de cima

 

# 6 Sentar e apreciar

 

O Vale do Matutu é um Santuário Ecológico cheio de animais silvestres e rica biodiversidade. Um refúgio de fauna e flora para acariciar o olhar, o olfato e os ouvidos. Com sorte e silêncio, você pode ter a chance de observar o comportamento dos animais que vivem ali. Ou ter a sorte de encontrar algo bom dentro de si mesmo, através da simples reflexão e desligamento do mundo exterior, que, às vezes, fecham os nossos olhos para as coisas mais simples que estão diante de nós.

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O Vale do Matutu ainda tem horta comunitária, com cultivo até de shimeji, tem acupuntura, mocha e outras terapias revigorantes, loja de artesanato com produtos que conservam a tradição local, outros picos, cachoeiras e vários mirantes que oferecem um festival de momentos maravilhosos. A antiga região de circulação de tropeiros e do ouro não guarda apenas lendas de tesouros enterrados. Guarda infinitas experiências riquíssimas para quem está aberto a vivê-las. O silêncio, tão sagrado no Matutu, corre o risco de ser quebrado apenas pelo som de uma palavra que sai quase que inevitavelmente da nossa boca, ou do coração:

A palavra GRATIDÃO!

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Ao lado do Casarão

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Cachoeira das Fadas: a mais próxima do Casarão (300 metros)

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Um pouco antes de chegar no vale

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Belezas do vale

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Cachoeira do Fundo

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Fotos acima em sentido horário: Mergulho na Cachoeira do Fundo, hidromassagem na Cachoeira do Meio, visão da Cachoeira do Fundo, trecho da estrada para o Vale do Matutu.

 

Dicas de onde ficar e comer no Vale do Matutu:

 

Tem camping no caminho para o vale, algumas pousadas no entorno e também na cidade de Aiuruoca. Confira aqui algumas opções e faça sua reserva!

Tem também o restaurante da Tia Iraci, cheio de delícias, mas imperdível mesmo é o crepe do Casarão. Super recomendo!

Como chegar no Vale do Matutu:

Dentro de Aiuruoca, cidade que fica às margens da BR-267, seguindo pela rua principal até o final, você encontrará uma estrada de terra de 18 quilômetros até o Vale do Matutu. Na dúvida, informe-se onde fica a saída, mas não tem erro: a cidade é bem pequenininha e tranquila. Na estrada há placas na bifurcação e na chegada do Vale do Matutu. Quando fomos a estrada te terra estava em boas condições. Para saber como chegar em Aiuruoca consulte o site da Pousada Pedra Fina, que explica tim tim por tim tim.


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Distâncias até Aiuruoca – MG:

45 Km de Caxambu – MG

180 Km de Juiz de Fora – MG

310 Km do Rio de Janeiro – RJ

370 Km de São Paulo – SP

 

Vale do Matutu: 1.300 m. de altitude | Contato Patrimônio do Matutu: (35) 3344-1444

Data da viagem: fevereiro de 2016

 

Por Camila Coubelle

Sobre Vida sem Paredes

Um blog sobre descobertas e viagens, ou vice-versa.
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3 Comments

  1. Pingback:7 estilos de viagem de acordo com seu perfil | Vida sem Paredes

  2. Olá Camila, tudo bem?
    Gostaria de saber se você acampo no cume e se é necessário fazer a trilha acompanhado com um guia, ou dá pra fazer na boa?
    Abç,

    • Vida sem Paredes

      Oi Fernando! Eu não acampei no cume não… só dá para fazer isso no inverno, sem possibilidade de chuvas. Dá para fazer a trilha sem guia se você tiver experiência em navegação e levar um tracklog, mas os guias cobram bem barato.
      abraços

Comentários fechados.